Vital propõe alternativas para ampliação do Ecoturismo na PB



A geração de empregos e a criação de mecanismos de desenvolvimento econômico por meio de uma política que não agrida o meio ambiente  são os objetivos do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que vê no ecoturismo uma alternativa viável para diversos municípios paraibanos.

Segundo ele, cada vez mais os amantes da natureza aumentam a procura pelos belos cenários do interior paraibano, a exemplo da Pedra da Boca em Araruna, às margens do Rio Calabouço, divisa natural dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte; Cachoeira do Roncador na divisa dos municípios de Bananeiras e Borborema e o Pico do Jabre o terceiro mais alto do Nordeste me Matureia. Vital do Rêgo, que é titular da Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, alertou para a necessidade urgente de se viabilizar ações concretas que garantam uma sustentabilidade ecológica na região.

Para o parlamentar peemedebista o ecoturismo, é um segmento de atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentivando sua conservação e buscando a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas, sem o prejuízo ambiental. “O ecoturismo é o segmento turístico que proporcionalmente mais cresce no mundo, enquanto o turismo convencional cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo está crescendo entre 15 a 25% por ano.

A Organização Mundial de Turismo (OMT) estima que 10% dos turistas em todo o mundo tenham como demanda o turismo ecológico. O faturamento anual do ecoturismo, a nível mundial, é estimado em US$ 260 bilhões, do qual o Brasil se apropriaria com cerca de US$ 70 milhões”, afirma.

No Congresso o parlamentar já estuda diversos projetos para ampliar de forma sustentável essa atividade econômica, um dos quais a criação de um Programa de Incentivo à Geração de Empregos no setor do ecoturismo constituído com 60% das multas da Lei dos Crimes Ambientais, 30% de recursos previstos no Código Florestal, recursos resultantes de doações, contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e imóveis recebidos de pessoas físicas e jurídicas, além de dotações orçamentárias da União, dos estados, dos municípios e do DF.

Entre os objetivos deste projeto estão o fomento a práticas de visitas aos parques; a promoção e divulgação do ecoturismo nacional interna e externamente, da mesma forma que o Maior São João do Mundo é divulgado via parcerias com as agencias de turismo; a criação de micro e pequenas empresas que atenderão ao novo mercado que surgirá; a criação de usinas de reciclagem de lixo; e a construção de estações de piscicultura.

A preocupação com o meio ambiente sempre foi uma bandeira de luta de Vital em Brasília. Quando era deputado federal ele encaminhou indicação ao Ministério do Meio Ambiente sugerindo a elaboração de uma política com vistas à adequada coleta de lixo reciclável em todo o território nacional.

Ele destacou que há bastante tempo muitos órgãos públicos, da iniciativa privada e grande parte da população mundial tem se preocupado com as condições de vida no planeta.

O projeto de Vital propõe que as comunidades aproveitem os resíduos e objetos desprezados ou jogados no lixo, transformando-os em derivados daqueles ou em novos produtos ou subprodutos, devolvendo-os ao mercado nas mais variadas formas. Na condição de senador, Vital reafirmou que os resíduos procedentes de residências são suficientes para trazer vários transtornos ao meio ambiente, “seja pela poluição visual, pela sujeira, mau cheiro, que podem propiciar em determinados momentos a proliferação de doenças, de desalento, de desespero e revolta da população.

Desertificação

O senador citou como exemplo a Paraíba que sofre com o processo de desertificação. O Estado segundo alertou o senador com base em relatório dos especialistas, está em adiantado estado de desertificação. Os organismos ambientais acreditam que hoje 50 a 70% da Paraíba esteja enfrentando o processo de desertificação. Isso significa que 1,66 milhão de pessoas – a metade da população paraibana – está sofrendo com os efeitos do processo de degradação ambiental.

Assessoria