Vice prefeito de Catingueira nega que STJ tenha negado Habeas Corpus a Edivan Felix



O vice-prefeito de Catingueira, Odir Pereira Borges, negou que o Superior Tribunal de Justiça tivesse negado ontem, um pedido de Hábeas Corpus, impetrados pelos advogados de defesa do prefeito de Catingueira, José Edivan Felix (PR), preso na última sexta-feira em operação da Polícia Federal.


Segundo Odir, os advogados do prefeito só irão impetrar este pedido na próxima segunda-feira ou terça. Odir disse que os advogados Boris Trindade e Antonio Bernardo Nunes, que representam o prefeito, estão confiantes na aceitação do pedido que será feito a corte.


Odir não quis tecer maiores comentários em relação ao processo. Junto com Edivan, foram detidos também o secretário de finanças do município José Hamilton Remígio Marques de Assis, e Teóclito Gomes de Caldas, funcionário da Secretaria de Administração de Catingueira.


De acordo com a PF, as investigações tiveram início ano passado pela Divisão de Repressão a Crimes Financeiros, da PF do Distrito Federal, tendo como base empréstimos feitos pelo prefeito em nome de aproximadamente 50 funcionários, que tiveram valores em contracheques falsificados para se conseguir os referidos empréstimos.


Estes contracheques estariam sendo utilizados para a aquisição de empréstimos em duas instituições financeiras. Segundo levantamento da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros da PF, o rombo aos bancos Matoni (BA) e Morada (RJ) se aproxima a R$ 1 milhão.


As instituições financeiras não receberam os valores das parcelas previstas nos contratos e deram entrada inicialmente com queixa-crime na Comarca de Piancó. Edivan Felix continua preso em uma cela especial no Presídio de Segurança Máxima Romero Nóbrega em Patos. José Hamilton e Teoclito também permanecem presos.


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