Vereadores e Cagepa debatem crise hídrica da Barragem de Capoeira, que abastece Santa Terezinha-PB



Uma audiência pública que debateu a situação hídrica da barragem de Capoeira, que abastece o município, ocorreu na sede da Câmara municipal de Santa Terezinha às 16h desta quinta-feira (28), contou com a presença dos nove vereadores, a prefeita Terezinha de Zé Afonso (PSDB) os representantes da Cagepa do Regional das Espinharas, do gerente e engenheiro Alan Oliveira e o subgerente, o engenheiro Pedro Matos, do coordenador local da Cagepa, Jacó Dias e alguns poucos populares.

O vereador Francisco Bezerra (PSB) fez explanação inicial relatando a situação do manancial, disse que esteve hoje no manancial e que a realidade é complicada. Sugeriu aos responsáveis da Cagepa que façam algo antes que a cidade seja abastecida por carros-pipa. Caso contrário, vai ao Ministério Público.

O gerente Alan fez uma explicação técnica e afirmou que baseado nos estudos feitos pela Cagepa, o manancial tem condição de abastecer a cidade até dezembro de 2019, caso não haja recarga hídrica. Parabenizou a iniciativa dos vereadores, da prefeita e da população.

“É louvável a iniciativa de todos os poderes do município quanto à situação do manancial Capoeira. A Cagepa é consciente da situação que é critica de Capoeira, mas estamos tomando todas as providências necessárias para alongar o abastecimento de água de Santa Terezinha até dezembro de 2019, caso não chova, mas vamos torce e rezar para que chova. Estamos fazendo políticas de gerenciamento dessa água que dispomos para abastecer Santa Terezinha, São José do Bonfim e Patos. Já estalamos um sistema flutuante,  caso não chova, onde haverá uma redução de 190 m³ por hora, atual vazão para 150 m³. Tranquilizo a população de Santa Terezinha, o que for possível será feito pela Cagepa”, conclui o gerente Alan.

O subgerente da Cagepa, Pedro Matos, disse que acredita nos dados da  Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA) e afirmou que deve se olhar e pensar o sistema de abastecimento como macro e não de forma individual, mas garantiu que a Cagepa já está trabalhando de forma silenciosa e que todos os estudos serão feitos para amenizar essa situação, para tranquilizar os cidadãos Santerezinhenses.

A prefeita Terezinha de Zé Afonso afirmou que concorda com a preocupação dos vereadores e está disposta a fazer o possível para ajudar aos munícipes. Por fim, disse que sai mais tranquila da audiência com a explicação dos técnicos da Cagepa.  

O presidente da Câmara, Salomão Cordeiro (PP), avaliou como positiva a reunião, após ouvir os técnicos da Cagepa, haja vista que já estão trabalhando de forma silenciosa em um racionamento e o monitoramento é constante. Contudo o que vai resolver mesmo a situação é Deus mandando chuva. Por fim lembrou a mobilização, pois  todos os vereadores marcaram presença  em defesa dessa causa. 

O vereador Edcarlos Soares (DEM) se acostou ao pronunciamento de Francisco. Questionou os dados da AESA. Segundo ele, não é certo, pois estão defasados, são 27 dias sem medição.  Disse que se não chover a água não dá nem para outubro.

Vereador Lila (PSB) pediu que o povo tenha fé em Deus, e que tudo será resolvido, pois ainda falta o mês de abril para chover. A vereadora Célia Nicacio lembrou a importância dos esclarecimentos do pessoal da Cagepa e destacou a conscientização nas escolas do município sobre o tema.

O parlamentar Zé Nilton (PR) disse que a situação é calamitosa e algo deve ser feito o quanto antes, pois Patos tem outras opções, já Santa Terezinha só tem Capoeira.

Vereadora Lidianny (PSDB) se acostou a fala de Francisco, pois viu de perto a realidade. “Não é justo Santa Terezinha ficar sem água”. Já Pedro Sopa (PSDB) disse estar preocupado com a situação do manancial, com menos de 4% para abastecer várias cidades.

O vereador Menon (PROS) discordou com veemência dos dados apresentados, segundo ele, não bate com a realidade, afirmou que conhece como poucos o Capoeira, pois nasceu na região e disse que o açude está muito aterrado.

Nas considerações finais, o ator da propositura, Francisco Bezerra, solicitou que daqui a 30 dias se faça uma nova audiência com o pessoal da AESA para verificar se de fato os dados do açude estão certos. Todos pediram conscientização da população para não desperdiçarem água à toa.

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Fonte – Blog do Jordan Bezerra