Vereador Toinho Nascimento diz que Projeto de Lei que cria gratificação para servidores durante a pandemia é “cheio de vícios e fruto de manobra política”. Ouça;



O vereador Toinho Nascimento criticou o Projeto de Lei do poder executivo aprovado essa semana pela Câmara Municipal de Patos, criando a gratificação extraordinária e transitória no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) para servidores e funcionários da Secretaria de Saúde e de outras pastas da administração municipal, por conta da prestação de serviços em exposição ao Coronavirus.

Na sessão remota desta quinta-feira, 21, o vereador afirmou que o projeto é “cheio de vícios”, e tira direitos dos servidores municipais, uma vez que gera benefício apenas para parte do funcionalismo.

O parlamentar disse em seu pronunciamento que o projeto penaliza os servidores e é fruto de manobras políticas para a sua aprovação. Ouça as palavras do vereador Toinho Nascimento;

Toinho Nascimento

O PROJETO

De acordo com o Artigo 1º do projeto fica instituído a Gratificação Extraordinária de Combate à COVID-19, a ser paga aos servidores e funcionários públicos da Secretaria de Saúde e de outras secretarias municipais que prestem serviços essenciais e que estejam expostos à contaminação direta pelo Coronavírus, no combate a pandemia do Coronavírus (COVID-19).

O Artigo 2º do projeto explica que terão direito a gratificação os servidores da Secretaria de Saúde ou de outras secretarias que estejam efetivamente prestando serviços e diretamente expostos ao contágio pelo Coronavírus, principalmente aqueles lotados nas Unidades de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento, SAMU, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Laboratório Municipal, Frei Damião, Guarda Municipal e outros equipamentos relacionados, ou que desempenham atividades externas.

O parágrafo único do projeto destaca que não farão jus à gratificação os funcionários e servidores que tenham cinco faltas durante o mês, mesmo que justificadas, ou qualquer outro tipo de afastamento, por doença ou não.

A Câmara também aprovou na mesma Sessão, o projeto de Lei também de autoria do Poder Executivo que regulamenta e institui o valor do plantão dos médicos efetivos e contratados que trabalham em regime de plantão no SAMU, na Unidade de Pronto Atendimento Dr Otávio Pires de Lacerda e na Unidade de Pronto Atendimento Maria Marques ou em órgãos da Secretaria Municipal de Saúde, enquanto perdurar a pandemia da COVID-19 e o Decreto de Calamidade Pública Municipal.

O projeto estabelece o valor de R$ 1.100,00 (um mil e cem reais)por cada plantão de 12 horas de segunda a sexta, inclusive em feriados e de R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais) por cada plantão de 12 horas nos sábados e domingos.

O projeto destaca ainda que fica o prefeito autorizado a contratar médicos, por meio de contratação temporária por excepcional interesse público exclusivamente para prestar serviços médicos em regime de plantão ou remoção dos profissionais médicos de um órgão para outro dentro da mesma secretaria.

Patosonline.com

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