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Venezuelanos voltam a ser vistos pedindo ajuda nos semáforos do Centro de Patos

ÓTICAS GUIMARÃES

Algo que havia se tornado comum ao longo do ano passado (2021), voltou a ser visto nos últimos dias no Centro da cidade de Patos. Pessoas de nacionalidade venezuelana em busca de ajuda nos semáforos.

Nossa equipe flagrou na manhã desta sexta-feira, dia 23 de setembro, uma mulher segurando um cartaz onde pedia ajuda para comprar leite, fraudas e remédios. O fato foi registrado na Rua Pedro Firmino, ao lado da Prefeitura Municipal de Patos.

Nossa equipe entrou em contato com a Secretária de Desenvolvimento Social do Município, Helena Wanderley, que informou já haver uma articulação entre o CREAS e o CRAS, junto a Secretaria de Saúde, para fazer o acompanhamento dessa família.

De acordo com a secretária, ainda não havia registro de passagem dessa família pela cidade de Patos, apesar de outros membros já terem sido vistos por alguns dias pouco tempo atrás.

Helena Wanderley também informou que a Secretaria de Direitos Humanos do Estado já foi informada para acompanhamento dessa família e também monitora a situação.

Realidade Venezuelana atualmente

Governada por Nicolás Maduro desde 2013, a Venezuela enfrenta problemas de ordem social e econômicos. Uma pesquisa revela que 24,8% dos venezuelanos estão em situação de extrema pobreza e que 60% da população vive com insegurança alimentar moderada a grave.

Isso reflete o grande número de imigrantes que cruzam as fronteiras para o Brasil em busca de uma vida melhor, a exemplo do que se vê nas ruas de Patos. Segundo a ONU, essa crise enfrentada nos últimos anos resultou no êxodo de 5,6 milhões de pessoas do país.

Cerca de 262,5 mil migrantes e refugiados da Venezuela vivem no Brasil, a quinta maior nação anfitriã destes cidadãos na América Latina. Entre janeiro de 2017 e agosto de 2020, o Brasil acolheu 609.049 venezuelanos e viu partir 345.574 depois do fluxo disparar 922% no biênio anterior.

Em alguns estados do Brasil já existem abrigos para acolher a população refugiada e migrante venezuelana. Esses espaços são administrados por organizações parceiras.

Mas na cidade de Patos a realidade é outra. E apesar de ainda não contar com uma população massiva de venezuelanos, esses que já são vistos pela cidade estão a mercê de qualquer ajuda, contando apenas com a sorte e a solidariedade de quem ainda se dispõe a enxergá-los e ajudá-los.

Patosonline.com


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