Três municípios da Paraíba terão chapa única este ano



Pelo menos em três municípios paraibanos não haverá disputa para a Prefeitura Municipal. Em Bernardino Batista, Mato Grosso e Cacimbas, apenas um candidato a prefeito registrou a candidatura na Justiça Eleitoral. Em Bernardino, no Sertão paraibano, o atual prefeito José Edomarques Gomes (DEM), que concorre à reeleição, é candidato único, tendo como vice Assis Gomes dos Santos, ex-prefeito da cidade.


Para fazer o palanque único, ele uniu partidos adversários no estado e no País. Edomarques lidera a Coligação Frente Democrática, integrada pelo Democratas, PSDB, PMDB, PMN e PT.  Em 2004, ele foi eleito com 1.368 votos (80,6%) na disputa contra Paulo Estrela Batista (PSDB), com 328 sufrágios (19,3%). Edomarques atribui a candidatura ao trabalho em prol da cidade e a união das forças políticas pelo desenvolvimento social e econômico de Bernadino Batista. Com uma área de 51 quilômetros quadrados, o município possui 3.154 habitantes.


Em Cacimbas, também no Sertão, Nilton de Almeida (PSL), será candidato único, tendo como vice Mateus Dias de Arruda. Nilton terá o apoio do atual prefeito Geraldo Paulino Terto (PR). Será a retribuição do apoio. Geraldo foi vice de Nilton por dois mandatos (1997-2004). No pleito de 2004, ele lançou Terto para prefeito, que foi eleito. Agora Geraldo decidiu apoiá-lo. Para vereador, foram registrados 22 candidatos a vereador
segunda vez


Já Mato Grosso, no alto Sertão do Estado, tem uma eleição com chapa única pela segunda vez seguida. Em 2004, o atual prefeito Claudeide de Oliveira Melo (DEM) foi reeleito sem concorrência. Agora, Claudeide apóia Katsonara Soares de Andrade (DEM), a “Kaká”. Com 31 anos, Kaká, que é agente administrativa da Prefeitura, diz que sua escolha se deve ao clima de paz que rege a política no município, capaz de juntar todos os partidos numa única coligação: “Aqui a gente trata todo mundo bem, não tem briga, não tem aquela rivalidade política”, afirma. Como candidata única, não faz campanha e, nas ruas, já é tratada como prefeita.  “Eu converso com as pessoas, mas não é necessário pedir votos. Eu digo que ainda não precisam me chamar de prefeita, mas o pessoal já me trata assim”, comemorou.  


SUPLÊNCIA


A Câmara de Vereadores de Mato Grosso é composta por nove membros, número mínimo permitido no País. Se para o cargo de prefeito nas últimas duas eleições não houve concorrência, a disputa pela Câmara não vem sendo, também, das mais acirradas. Em 2004, foram 17 candidatos brigando pelas vagas, de forma que os oito que não foram eleitos ficaram como suplentes. Inclusive, dois candidatos que não foram votados: Isabel da Silva Lima (PSDB) e Maria Francisca de Lima (PMDB). Para as eleições de outubro em Mato Grosso, o Tribunal Regional Eleitoral registra, segundo dados da 36ª Zona Eleitoral, um número ainda menor de candidatos à Câmara, apenas 11 postulantes. Os eleitos têm salário de R$ 1.400, conforme informou Valdegízio Silvino da Silva, vereador mais votado no pleito de 2004 com 180 votos.

 

Josusmar Barbosa