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Sobe para 59 o total de mortos em protestos contra o governo no Peru

Manifestações pedem renúncia de Dina Boluarte, fechamento do Congresso, antecipação das eleições gerais para este ano e a convocação de uma Assembleia Constituinte

ÓTICAS GUIMARÃES

A morte de um homem na região de Puno, no sul do Peru, elevou para 59 o número de mortos nas manifestações contra o governo de Dina Boluarte, segundo informaram fontes sanitárias neste sábado, 21. A Direção Regional de Saúde de Puno (Direna) afirmou nas redes sociais que um homem de 62 anos morreu após sofrer choque hipovolêmico enquanto era conduzido por uma ambulância ao hospital regional.

A vítima foi identificada como Isidro Arcata Mamani e foi uma das pessoas feridas durante os violentos confrontos entre manifestantes e forças de segurança na cidade de Ilave. As manifestações contra o novo governo começaram em dezembro do ano passado , após a queda de Pedro Castillo, que tentou dar um autogolpe no país.

Os protestos pedem a renúncia de Boluarte, o fechamento do Congresso, a antecipação das eleições gerais para este ano e a convocação de uma Assembleia Constituinte. A esse respeito, o ministro do Interior peruano, Vicente Romero, declarou que “há uma ação planejada e concertada” nas manifestações que acontecem há um mês no país, com a intenção de “chantagear o governo”.

Arcata constava de uma lista anterior de oito pessoas que receberam atendimento de emergência no Hospital Ilave, onde chegou com uma fratura no fêmur esquerdo. Outro homem, de 46 anos, também foi atendido no hospital com ferimento abdominal por projétil, além de outras seis pessoas com fraturas, feridas e hematomas de graus variados.

As principais mobilizações ocorreram ao longo do dia e à noite os agentes da Polícia Nacional solicitaram reforços diante da aparente tentativa de invasão da delegacia da cidade, localizada na província de El Collao, em Puno, segundo informações da imprensa local. A Diresa de Puno destacou, a esse respeito, que o pessoal do Hospital Ilave e outros 46 estabelecimentos de saúde “estão em alerta máximo para prestar atendimento oportuno à população”.

Fonte: Jovem Pan, com informações da EFE


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