Esportes

Rosilene Gomes culpa diretoria do Nacional de Patos por perda de pontos

A presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Rosilene Gomes, falou na manhã desta quinta-feira, sobre a celeuma envolvendo o Nacional de Patos, que pode perder seis pontos no Campeonato Brasileiro da série C. Isso porque o zagueiro Wesclay foi escalado de forma irregular no jogo contra o Bahia, no último fim de semana, em Patos.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou o atleta na última sexta, 24, por sua expulsão na partida contra o Potiguar ainda pela primeira fase do torneio. A decisão do STJD foi punir o jogador com dois jogos de suspensão. Como ele havia cumprido a automática contra o Linhares-ES na abertura da segunda fase, bastava ficar de fora contra o Bahia, o que não aconteceu.

De acordo com a diretoria do clube, como não havia sido notificada da decisão do órgão, mandou o atleta a campo. Ao falar sobre o assunto, Rosilene foi incisiva:

“A culpa é do clube. Se o clube sabe a data do julgamento e não acompanha o que se pode fazer? Ele sabia, uma vez que a Federação havia avisado sobre o dia. Nós temos prova de que avisamos ao pessoal lá”.

Ela se queixou das dificuldades em encontrar o presidente do Nacional, José Ivan, sempre que surge uma urgência:

“Ninguém consegue localizá-lo. Toda semana ele troca de telefone. A Federação avisa ao pessoal da cidade para dar o recado a ele”.

Contudo, ela acredita que o clube tem chances de escapar da punição, uma vez que o comunicado sobre o resultado do julgamento só chegou à FPF na terça, 28:

“O STJD publica o resultado na internet. Assim que publicou, considera-se que o clube foi comunicado. Contudo, eles não colocaram no site, que é a única forma do clube tomar conhecimento. A esperança é neste sentido”, disse.

E acrescentou:

“Quando soube da tragédia liguei para lá (STJD) e me falaram que a Federação havia sido comunicada. Rebati dizendo que não. Só então enviaram o fax com o resultado do julgamento”, afirmou.

Ela garantiu que a FPF prestará toda a ajuda necessária ao clube:

“Estou prestando assistência como a qualquer filiado. Fui a primeira a tomar todas as providências junto ao STJD”, concluiu.


Eduardo Henrique

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