• Dra Milena
Policial

Representante da ASPOL diz que salário da Polícia Civil da Paraíba é o pior do país. Ouça;

Ele destacou também problemas estruturais da Polícia Civil paraibana

ÓTICAS GUIMARÃES

O presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira do Estado da Paraíba, Beethoven Silva, participou nesta terça-feira, do jornal Espinharas Notícia, da Rádio espinharas FM de Patos 97,9, e falou sobre as negociações com o governo da Paraíba em relação as reivindicações dos policiais civis do estado, que segundo ele, vem pagando o pior salário do país para os profissionais da Polícia Civil.

Beethoven destacou vários pontos da negociação, entre eles a proposta de incorporação da bolsa desempenho em 100%, e 10% de aumento para os policiais civis paraibanos da ativa, deixando de fora os policiais inativos, e que a incorporação não representa ganho para os policiais da ativa.

“O lapso temporal dessa incorporação é de 5 anos, então os policiais civis inativos que recebem um salário que já é abaixo do que os policiais da ativa recebem, e também o salário que os policiais civis recebem é o pior salário do país. Este lapso temporal é uma preocupação, e é uma demanda para que seja diminuído”, disse o representante da ASPOL.

Ele destacou também problemas estruturais da Polícia Civil paraibana, principalmente em delegacias do interior do estado, a exemplo do fornecimento de munições aos profissionais, mas descartou a possibilidade de greve dos policiais civis no estado, em função de impedimento legal para o movimento, deixando em aberto a possibilidade da categoria não assumir serviços extras e cumprimento de diligências sem ordem de missões, entre outros pontos. procedimentos.

Sobre o efetivo, Beethoven Silva considerou o quadro de 2.153 policiais apresenta uma “enorme defasagem”, número que o representante da ASPOL acrescentou que seria necessário ser três vezes maior, e com o agravante de que pelo menos 800 deles estão em condição de pedir a aposentadoria, o que tornaria ainda maior o déficit de pessoal.

Sobre o concurso público promovido para o preenchimento de 1.400 vagas, Beethoven disse que o certame apenas repõe o prejuízo quando os profissionais em condição de aposentadoria migrarem para a inatividade. Ouça a entrevista;

Por Genival Junior – Patosonline.com

Áudio-Rádio Espinharas


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