Quem te viu, quem te vê. Por Luiz Gonzaga Lima de Morais



Há cento e dezesseis anos, quando foi emancipada politicamente, Patos era uma cidadezinha, sede de um município de dez mil habitantes. Difícil avaliar quantos habitantes tinha a cidade, pois tinha àquela época além da sede, o distrito de Passagem, além de uma extensa zona rural.

No início da década de trinta, Cacimba de Areia tornou-se distrito de Patos, assim como São José, depois denominada Mucunã, e Passagem passou a ser denominado Espinharas.

Em 1949 foi criado o distrito de Salgadinho, desmembrado de Passagem, que deixara de se chamar Espinharas, e Mucunã passou a se chamar São José de Espinharas.

Em 1951, Santa Terezinha passou à condição de distrito. Em 1960, foram criados os distritos de Areia de Baraúnas e Santa Gertrudes. Em 22/12/1961, Salgadinho, Santa Terezinha, Passagem, Cacimba de Areia e São José de Espinharas se emanciparam de Patos e passaram a ser municípios. Areia de Baraúnas ficou pertencendo a Passagem, tendo depois sido convertido em município. Quixaba pertencia a Cacimba de Areia de quem depois também se emancipou.

Em 1962 foi criado o distrito de Jerimum que passou juntamente com Santa Gertrudes a serem os dois únicos distritos de Patos.

Em 1964, Jerimum tornou-se município com o nome de São José do Bonfim e Santa Gertrudes remanesceu como o único distrito de Patos.

O crescimento do município ao longo destes anos terminou gerando oito novos municípios, mas Patos cresceu muito mais. Hoje com um único distrito e uma área rural reduzida, o município tem quase cento e dez mil habitantes, sendo o quarto mais populoso do Estado.

Na década de sessenta o nosso comércio era o maior do sertão, tínhamos as melhores escolas, masculina e feminina, (Colégio Diocesano e Colégio Cristo Rei), para os cursos primário e ginasial, enquanto que o Hospital Regional era referência para todo o sertão. Passamos a ser sede da Diocese de Patos, dividindo com Cajazeiras, os católicos do sertão. Hoje são inúmeras escolas, clínicas e hospitais, hipermercados, supermercados, mercadinhos e bodegas de periferia.

Mas Patos não cresceu apenas no número de habitantes. Hoje é o terceiro maior centro universitário e escolar de modo geral do Estado, o maior centro de saúde do sertão, o maior centro comercial da região e vai por aí afora. Tudo isto, graças aos seus habitantes nativos e aos milhares de outros que foram sendo atraídos ao longo dos anos, pelo que a cidade tinha a oferecer em termos econômicos, educacionais, de saúde, religiosos, esportivos, de lazer e aí por diante. Além de uma imprensa vibrante e pujante, utilizando todos os tipos de mídia: rádio, televisão, jornais, sites e redes sociais.

Hoje além da Morada do Sol, é morada de mais de cem mil habitantes que sentem prazer em viver aqui.

E, apesar dos problemas políticos e administrativos, por que passam na atualidade, seus milhares de habitantes acreditam que os problemas são passageiros e de que a cidade e seus filhos darão a volta por cima.

Por isso, as comemorações são poucas, por que o momento o recomenda, mas todos confiamos em que Patos, continuará a crescer e o futuro só nos promete progresso a todos os que sempre batalhamos pelo engrandecimento da nossa cidade.

Parabéns a Patos neste seu 116º aniversário de emancipação política. E parabéns aos milhares de patoenses, nativos e adotivos, responsáveis pelo nosso progresso. Nós confiamos em ti e em teus filhos, com a proteção de tua mãe, a Virgem da Guia.  

LGLM

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