• Dra Milena
Rodrigo César Limeira

Pouca recarga hídrica deve ocorrer na maioria dos grandes açudes do interior da PB em 2022, afirma físico Rodrigo Cézar

ÓTICAS GUIMARÃES

Mesmo com o resfriamento observado nos últimos dias, das águas superficiais do Atlântico Norte, o físico, meteorologista e mestre em Meteorologia, Rodrigo Cézar Limeira, pontua como desfavorável a quadra chuvosa de fevereiro a maio para boas recargas na maioria dos grandes açudes do Cariri, Sertão e Alto Sertão da PB em 2022.

O fato é que desde o mês dezembro, as águas superficiais do Oceano Atlântico Norte estão mais quentes que as do Atlântico Sul na altura da costa leste do Nordeste, tal fato provoca chuvas variando entre a média e valores abaixo da média, assim como foi observado em fevereiro, e já nos primeiros 10 dias de março.

Há atualmente dois fatores favoráveis para chover na região e um desfavorável. Os fatores favoráveis são o aquecimento significativo das águas superficiais do Oceano Atlântico Sul na altura da costa leste do Nordeste, e o resfriamento das águas superficiais na região central do Oceano Pacífico Equatorial, configurando um episódio do fenômeno climático e oceânico La Niña. O fator desfavorável até aqui é o intenso aquecimento das águas superficiais do Oceano Atlântico Norte, fato que vem posicionando a Zona de Convergência Intertropical ao norte de sua climatologia, algo observado em fevereiro e nos primeiros 10 dias de março.

O físico prevê condições mais favoráveis para precipitações no final de março e no mês de abril.

Fonte: Portal Ciência em Foco 

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