Polícia Federal não revela os nomes dos envolvidos na Operação Cara de Pau realizada em Patos



O delegado chefe da Polícia Federal de Patos, Paulo Henrique Lima, informou que os envolvidos na falsificação de certidões para concessão do benefício previdenciário auxílio-reclusão do INSS não terão seus nomes revelados, mas adiantou que, das pessoas presas, duas são mulheres. Elas foram flagradas recebendo o recurso em uma agência do Banco do Brasil de Teixeira. Já ontem, foram presos dois homens em Patos, também em flagrante.

Ao todo, ele revelou que quatro pessoas foram presas nas cidades de Teixeira e Patos, no Sertão do Estado, acusadas de falsificar documentos para receber benefício concedido a familiares de presidiários.

A fraude foi feita em pelo menos 15 benefícios e causou um prejuízo de R$ 300 mil, de acordo com a Polícia Federal (PF) de Patos. As prisões ocorreram durante a Operação Cara de Pau, realizada entre a última quinta-feira e ontem pela Previdência Social, PF e Ministério Público Federal (MPF).

O diretor do Presídio Regional de Patos, Francisco Olímpio de Queiroga, foi afastado do cargo sob suspeita de envolvimento na aplicação dos golpes. Ele é acusado de assinar as certidões falsas e foi preso por posse ilegal de arma.

"O golpe funciona da seguinte forma: uma pessoa tem o pai preso em outubro, por exemplo, e altera a data para janeiro. Com isso, ganha mais dinheiro. Chegaram até a inventar pessoas presas. Foram pelos menos 15 golpes, mas outros benefícios já podem ter sido repassados", explicou o delegado.

A retroação da paternidade e do benefício do INSS gerava pagamento de valores elevados, alguns deles chegando a R$ 80 mil, o que chamou a atenção do Monitoramento Operacional de Benefícios do INSS.

O delegado informou que o nome da operação foi dado porque os envolvidos agiram da mesma forma que os envolvidos na Operação Cárcere, deflagrada em 2007 na mesma região da Paraíba.

A Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão na Penitenciária de Segurança Máxima Procurador Romero Nóbrega e o diretor da instituição foi afastado por decisão da Justiça Federal por suspeita de envolvimento nas fraudes. Francisco Olímpio ainda foi preso por ser flagrado com porte ilegal de arma. Ele estava com um carregador e 41 munições de calibre de uso restrito do Exército Brasileiro e da PF.

O secretário de Administração Penitenciária, Carlos Mangueira, disse que o diretor do presídio será afastado do cargo até o fim das investigações.
O novo diretor será divulgado hoje no Diário Oficial. O diretor do presídio está no 3º Batalhão de Polícia Militar por ser policial militar aposentado.

Álisson Arruda – Correio da Paraiba