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Patos tem maior taxa de transmissão de Covid-19 na Paraíba; índice também cresceu nas cidades da região

Segundo Geraldo Medeiros, a situação de Patos e outras cidades do sertão voltou a preocupar as equipes de saúde e acendem a luz de alerta para que ações mais rígidas voltem a ser tomadas na região.

ÓTICAS GUIMARÃES

O estado da Paraíba registrou um aumento na taxa de transmissão da Covid-19, passando do ponto 1, marca a qual o estado ficou abaixo durante os dois últimos meses. De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, o aumento da taxa foi puxado pelo crescimento no número de contaminações em Patos e região metropolitana, como informou o gestor nesta terça (16).

De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), a Paraíba registrou 1,1 na taxa de contaminação, o que significa que a cada 100 pessoas contaminadas, outras 110 podem ser infectadas por elas. Quando essa taxa está abaixo de 1,0, é o índice ideal de controle sanitário.

Segundo Geraldo Medeiros, a situação de Patos e outras cidades do sertão voltou a preocupar as equipes de saúde e acendem a luz de alerta para que ações mais rígidas voltem a ser tomadas na região.

“Nós temos hoje um RT em Patos de um 1,57. Isso significa que 100 patoenses contaminam 157. É um número elevado. Há dois meses nós tivemos um RT acima de 1. Não há motivo de surpresa. Estamos com a variante Delta em circulação comunitária no estado. Variante que tem um alto poder de propagação. A pandemia ainda não acabou. As pessoas devem se abster de aglomerações e é fundamental o uso da máscara”, considerou Dr. Geraldo.

Ainda segundo os dados da SES, o índice de transmissibilidade em Patos está em 1,57, o que representa já uma situação de alerta. Cabedelo tem uma taxa de 1,13, João Pessoa 1,08, Cajazeiras 1,07 e Campina Grande 1,05.

O secretário também assumiu a possibilidade de reabrir leitos e até aumentar a capacidade em Patos, por ser uma cidade centralizada e ter grande demanda no sertão. Ele falou que é a melhor forma de controlar a situação e reduzir a taxa de contágio.

“A ocupação aumentou no Sertão e no Alto Sertão justamente por conta do aumento do RT naquela região. Nós temos hoje 48% dos leitos UTI adulto ocupados. Isso também porque houve uma diminuição no número leitos de UTI para atender doenças não covid. Esses leitos estão disponíveis, mas se tiver necessidade vamos remanejar novamente”, afirmou o secretário.

Após considerar preocupante a situação de aumento de casos, o diretor do Complexo Hospitalar de Patos, Francisco Guedes, afirmou que os leitos seguem funcionando e à disposição para qualquer urgência e emergência. Já o gerente de Vigilância em Saúde, Laerth Junior, afirmou recentemente que as equipes de saúde estão sob aviso e em alerta para reforçar as ações em caso de novo surto.

Patosonline.com

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