Policial

Paraibano envolvido no assassinato de Itó Moraes é preso na Bahia

Uma equipe de agentes do setor de inteligência da Secretaria de Cidadania e Administração Penitenciária (Secap) prendeu na cidade de Juazeiro, na Bahia, o paraibano José Antonio de Carvalho Neto, conhecido como Zé Neto, um dos acusados de envolvimento no assassinato do prefeito de Santa Luzia, Itó Morais e de seu motorista João Ribeiro dos Santos, na madrugada do dia 26 de maio de 2002, quando Itó Morais chegava à sua granja na saída de Santa Luzia.

A prisão foi efetuada pelos policiais Afonso Pequeno, Edinaldo Correia e Welson Pereira sob o comando do delegado Ivonilton Wanderley, diretor da Gerência Executiva de Planejamento, Segurança e Informação- Geplasi. De acordo com o processo, José Antônio de Carvalho, o Zé Neto, foi responsável pela indicação dos pistoleiros ao comerciante Joácio Jairo de Medeiros, o Ninão.

O secretário Pedro Adelson recebeu informações de que Zé Neto estaria na Bahia, então determinou que o setor de inteligência da Secap investigasse para que fosse feita a prisão. Com base em levantamento realizado durante algumas semanas, os policiais tiveram a confirmação de que o acusado estaria residindo em Juazeiro, município baiano. Uma equipe da Secap viajou terça-feira para Bahia e no dia seguinte localizou Zé Neto no centro da cidade quando ele vendia vales transportes numa parada de ônibus. Ao ser abordado, Zé Neto se identificou como sendo Alexandre de Alencar Carvalho e portava documento falso conseguido em Fortaleza, no Ceará. Com esse novo documento ele já havia percorrido vários Estados, passando por barreiras policiais.

O paraibano não teve como negar sua verdadeira identidade já que anteriormente fôra preso pelo policial Afonso Pequeno. Na Bahia, os policiais da Secap cumpriram mandado de prisão expedido pela Vara da Execução Penal de Campina Grande.Zé Neto estava foragido desde 6 de agosto de 2006, quando escapou do presídio Serrotão. Ele foi condenado a 57 anos de prisão por assalto à mão armada e homicídio. No Caso Itó Morais ele pegou 19 anos de cadeia por ter indicado um dos pistoleiros para matar o prefeito.

Segundo o secretário Pedro Adelson, quando há uma fuga, o pessoal do setor de inteligência da Secap mantém as investigações visando a recaptura. Zé Neto vinha sendo monitorado, mas ele não demorava numa mesma cidade. Zé Neto já havia passado por vários Estados até ser localizado na Bahia. Recambiado para João Pessoa, Zé Neto foi levado para a Penitenciária Máxima de Mangabeira para cumprir o resto da pena.

Para o secretário Pedro Adelson, o trabalho realizado pela Geplasi, em conjunto com a Gerência do Sistema Penitenciário – Gesipe e os órgãos de segurança pública do país tem dado bons resultados e muitos fugitivos já foram recapturados através dessas ações. Outros estão sendo monitorados para que possam ser retirados do convívio social e cumpram a sentença aplicada pela Justiça.

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