• Dra Milena
Gerais

Paraíba registra cerca de 230 acidentes de trânsito com postes no primeiro semestre de 2022

No mês do trânsito, Energisa alerta para o perigo desse tipo de colisões que, além de aumentar as estatísticas de acidentes, podem provocar a interrupção do fornecimento de energia

ÓTICAS GUIMARÃES

De janeiro a junho de 2022, a Energisa registrou cerca de 228 acidentes de trânsito com abalroamento em postes na Paraíba. Dos 223 municípios do estado, os que mais tiveram colisões foram João Pessoa (49), Santa Rita (12), Cabedelo (10) e Sousa (08). Os números preliminares de agosto apontam 28 acidentes em todo o estado.

Os dados de janeiro até agosto deste ano revelam uma diminuição de 6% nesse tipo de acidente, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 300 acidentes. “Mesmo com essa diminuição, é importante continuar mantendo a atenção, pois as colisões representam riscos para condutores, passageiros e pedestres, além da possibilidade de causar interrupção no fornecimento de energia. Dependendo da complexidade do abalroamento, um único acidente pode afetar, em média, o fornecimento de energia elétrica para mais de 500 clientes e, algumas vezes atingem bairros inteiros”, explica a gerente de Construção e Manutenção da Energisa, Danielly Formiga.

Para garantir a continuidade do fornecimento de energia em ocorrências complexas e que demandam muito tempo para recomposição das estruturas  (postes, rede elétrica etc.) a Energisa tem investido fortemente em tecnologia e equipes especializadas para atuar com a rede energizada. Uma dessas práticas é a “Manutenção em Linha Viva”, que utiliza veículos com cestos aéreos, equipamentos isolados e profissionais com treinamento especializado que permitem que os eletricistas tenham contato com a rede elétrica em segurança e garantindo a continuidade no fornecimento de energia. Outro recurso utilizado é o “mega jumper”, um reboque equipado com cabo blindado e isolado eletricamente, que cria um circuito temporário na rede e permite que se isole um determinado trecho para manutenção do sistema, sem necessidade de desligamentos, evitando que os clientes fiquem sem energia.

“De forma telecomandada, os nossos operadores, que estão no Centro de Operação, conseguem fazer as transferências de forma remota diminuindo o tempo de indisponibilidade de energia para os clientes. Muitas vezes a transferência é tão rápida que o cliente não percebe a referida manobra. O investimento em equipamentos automatizados agrega flexibilidade e agilidade, melhorando a qualidade da energia elétrica, mantendo o fornecimento de energia durante as manobras dos profissionais”, explica a gerente de Construção e Manutenção da Energisa, Danielly Formiga.

Consequências

Além do impacto da batida – que pode ter graves consequências para os ocupantes dos veículos – ainda tem o risco de choque elétrico, tanto para o acidentado, como para quem está nas proximidades. Por isso, a Energisa alerta, que nestes casos, o melhor a fazer é esperar dentro do carro, sem tocar em partes metálicas e cabos, e esperar uma equipe da concessionária chegar ao local e realizar os procedimentos necessários com segurança. Quem passar perto da colisão deve manter distância e avisar a concessionária.

Após a colisão, é necessário chamar equipes de socorro, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou Corpo de Bombeiros. Em caso de urgências envolvendo a rede elétrica, a Energisa deve ser avisada imediatamente para que os reparos sejam feitos de forma segura, por meio do 0800 083 0196.

A instalação de uma nova estrutura pode levar de três a quatro horas e o custo médio da substituição é de cerca de R$ 3 mil, mas pode chegar a R$ 30 mil caso envolva transformadores de distribuição e/ou e outros equipamentos. E quem paga o prejuízo é o motorista responsável por causar o acidente.

Assessoria


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