Operação da polícia investiga fraude de R$ 1 milhão em contas bancárias e cumpre mandados em Cajazeiras

Os policiais da Polícia Civil estiveram em Cajazeiras no bairro de Capoeiras



Os policiais cumprem 50 mandados judiciais no Distrito Federal, Bahia, Ceará, Paraíba, São Paulo e Santa Catarina.

Policiais civis da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagraram a operação “XCoderX”, na manhã desta quinta-feira (06).

A ação investiga criminosos responsáveis por coordenar um esquema interestadual de subtração de valores depositados em contas bancárias de, ao menos, 37 vítimas no Distrito Federal e outras dezenas em diversos estados.

Os policiais cumprem 50 mandados judiciais no Distrito Federal, Bahia, Ceará, Paraíba, São Paulo e Santa Catarina. Toda a investigação foi realizada em conjunto com os promotores de Justiça do Núcleo Especial de Combate a Crimes Cibernéticos (Ncyber) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Na cidade de Cajazeiras a polícia não revelou detalhes da ação, porém uma casa localizada na avenida Francisco Aprígio Nogueira no bairro de Capoeiras foi alvo da operação. A polícia também não revelou o nome dos envolvidos e das possíveis apreensões.

Agentes da Polícia Civil de Cajazeiras também participaram da ação.

De acordo com informações da polícia civil do Distrito Federal, no dia 15 de outubro do ano passado (2019), quando a quadrilha subtraiu R$ 4 mil depositados em uma conta bancária pertencente a um correntista residente no Distrito Federal. O crime foi cometido por meio da internet.

Após prender dois indivíduos diretamente ligados à receptação do valor, a equipe de investigação acabou identificando os outros criminosos responsáveis por coordenar a quadrilha interestadual.

DIVISÃO DE TAREFAS

Os furtos de valores depositados em contas bancárias eram realizados por organização criminosa com a seguinte divisão de tarefas: líderes[pessoas com conhecimento em informática, responsáveis pelo recrutamento de “beneficiários”] e laranjas que emprestavam as próprias contas para receber os valores subtraídos, [pessoas responsáveis por auxiliar no processo de lavagem de dinheiro].

Ainda segundo a polícia para realizar os crimes, os investigados ligavam para as vítimas utilizando um recurso tecnológico que fazia aparecer no identificador de chamada o número do telefone oficial de um banco tradicional do Distrito Federal. Durante as ligações, os criminosos se passavam por funcionários do banco e questionavam as vítimas sobre transações bancárias suspeitas.

Em seguida, as vítimas eram orientadas a irem até um caixa eletrônico para gerar um “QR CODE”, que deveria ser enviado para os criminosos por meio do aplicativo Whatsapp. De posse desses dados – número da conta, senha e QR CODE–, os criminosos baixavam e instalavam um aplicativo do banco em seus telefones e passavam a realizar uma série de saques e transferências na conta da vítima.

No total foram identificadas 37 vítimas com contas bancárias no Distrito Federal, sendo que o prejuízo causado pela referida organização criminosa foi inicialmente calculado em R$ 1,1 milhão. De acordo com a polícia, o valor pode aumentar se forem somadas as vítimas de outros Estados.

Fonte: Diário do Sertão

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