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Número de jovens mortos vítimas da COVID-19 em Patos começa a causar preocupação e médico comenta

Outro fato a ser analisado é que muitos dos jovens que estão morrendo não apresentavam comorbidades e tinham uma vida relativamente saudável

ÓTICAS GUIMARÃES

A cidade de Patos vem registrando o crescimento do número de casos de morte entre jovens vítimas de COVID-19. Em poucos meses, vários jovens com menos de 40 anos vieram a óbito por conta da inflamação causada pelo novo Coronavírus na região metropolitana de Patos. No município, cada vez mais jovens tem pedido a vida para a COVID-19.

No último dia 8 de março, Patos perdeu o jovem Franklin Felipe de Medeiros, de 33 anos de idade, por complicações da COVID-19. Já no último dia 5 de junho, o jovem Abílio de Souza, mais conhecido por Robinho, que tinha apenas 28 anos de idade, morreu por complicações da doença. Nesta sexta-feira, dia 18, mais uma jovem perdeu a luta contra a COVID-19, foi a jovem Mayara Formiga de Araújo, de apenas 29 anos. Todos morreram em menos de uma semana após chegarem ao hospital, o que representa um tempo muito curto entre o início do tratamento e a morte por conta da inflamação.

A reportagem do Patosonline.com conversou sobre este assunto com o médico Dr. Pedro Augusto, que está na linha de frente do combate à pandemia. Ele explicou o porquê de jovens não apresentarem resistência contra as inflamações provocadas pela COVID-19 e morrerem tão precocemente.

“O que chama a atenção, como esses pacientes são muito jovens, uma coisa que está sendo estudada, é que os pacientes idosos já passaram por vários momentos traumáticos em suas vidas, e o organismo meio que vai se preparando para esses momentos. Ele começa a aumentar a produção de substâncias que têm a função de proteger contra alguma reação inflamatória, contra algum trauma. Mas um paciente jovem passou por poucos traumas em sua vida e não tem doenças que levam a esse estresse orgânico, então ele responde pior à inflamação, porque não tem defesas. Quando recebe uma carga viral muito alta, o processo inflamatório é muito avançado, são pacientes que já chegam ao hospital tendo que ir direto para a UTI, por exemplo, tento que ser intubado. Eles geralmente chegam e já precisam ser intubados”, explicou o médico.

Outro fato a ser analisado é que muitos dos jovens que estão morrendo não apresentavam comorbidades e tinham uma vida relativamente saudável, sem histórico de doenças comuns. No início da Pandemia, apenas idosos com doenças crônicas e histórico de traumas morriam vítimas da COVID-19.

Patosonline.com

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