Pense no desafio gigante falar bem de quem tanto se gosta. Parece meio paradoxo afirmar essa conversa, porém lhes digo de fé, que também lorota não é. Me refiro a Lilian Barbosa, minha prima, valorosa, que com garra e disposição mostrou raça e venceu mais uma missão.

Vou pelejando aqui, buscando inspiração nas veias dos grandes mestres da cultura do Sertão. Ah, Senhor, me ajude pra mó de não fazer feio. E, as pessoas que pensam que sou poeta dos bons, como aqueles que abrem a boca e as rimas caem no chão, aqui não tem isso não, meu irmão!

É dureza e ralação, sou teimoso, persistente, não desisto fácil não, pois isso mesmo que vou lutando com precisão, com as ‘armas’ do saber, para poder descrever, ah! Essa briosa profissão. Se trata da mesma arte usada na Criação, pelo PAI da redenção, é também chamado do arquiteto do universo. Será que é a fraca a profissão?

Aprenda bem o ofício! Carece de anotação com razão, meu irmão, pensamento e perfeição, nos cálculos da medição. Arquitetando os projetos para o bem da edificação, também precisa de riscos sensatos e desenhos caprichados com esmera atenção para altiva profissão. Pra mó de caso não fazer feio, mas sim ficar no padrão, na hora da apresentação, pois a maquete deve se mostrar com técnica e organização, destacando os espaços e o ambiente aperfeiçoado para o cliente venerar o serviço.

Apresentada ao público a belíssima profissão, discorrerei agora um pouco, mas com muita alegria, da formada, irei falar ou tentar; Lilian Barbosa Monteiro de Lucena, mulher arretada e de fibra, forte e cheia de emoção.  Homenagear essa jovem aguerrida para mim é satisfação, é uma honra, um privilégio tamanho, pois praticamente só não a vi nascer, fui também seu catequista de Crisma, lembra? Ensinando alguns temas para melhor compreender a Igreja de Jesus e orientando o caminho pra mó de não se perder.

Ela é bela, ou belíssima, de brio tão salutar. É fato que precisarei usar muitos adjetivos, de qualificação. O nome dela é Lilian Barbosa, tem 23 aninhos, vividos com retidão, é meiga por vocação e amiga por convicção.  Sua beleza é rara, pois é por dentro e por fora, como se fosse uma flor do jardim celestial.

É inteligente e esperta, às vezes só lhe faltava um pouco de confiança, mas depois se descobriu e ‘mostrou raça’. Tem força interna para superar os obstáculos, com isso foi vencendo decepções.  A vida é cheia de graça e brilho quando existe confiança, a força que brota da gente é gigantesca, irmão, só basta acreditar para a coisa funcionar.

A arquiteta e urbanista arretada, Lilian, nasceu lá do Sertão paraibano, Patos das Espinharas, terra de grande valia, no Nordeste brasileiro.  Seus pais, José Lilioso (Zeca) e Maria do Carmo, que com dedicação e amor educaram essa criança querida, primogênita é outra coisa.

A conquista é pessoal, mas a jornada é coletiva, precisamos de apoio ao longo da caminhada pra poder iluminar livrando nos precipícios, com ajuda de seus pais, tias, tios, avós, primos, amigos e professores, à vitória pôde chegar. Contudo é preciso compartilhar e festejar com essa turma já citada. 

Era uma terça-feira já perto do meio-dia do ano 95, lá no Sertão nordestino, em Patos-PB, das Espinharas, quando Jesus contemplou a vida da pequenina Lilinha, que veio ao mundo com um desígnio: alegrar uma família. Nasceu, pois, a criança tão linda, porém meio manhosa depois espertou de vez. Sapeca, a pequeninha sacudiu de emoção a vida dos genitores, Zeca e Do Carmo.  

A Estação era Inverno, pois era 22 de agosto, que a vida teve gosto, o céu ficou radiante para brindar esse momento. Ali, Deus a consagrou para alegria da gente.

Nasce o dia, vem a noite repleta de alegria, para conquista celebrar desde o Colégio Cristo Rei até a Universidade Federal de Pernambuco a jornada foi vencida, com esmera honestidade.

Aqui, portanto, termino minha homenagem sincera, para a prima bela, Lilian, a Arquiteta e Urbanista. Por fim também agradeço ao nosso Criador, que nos presenteou com a vida de Lilinha.  Que Jesus te abençoe com saúde, muita paz e sucesso na vida e na profissão.

 Por Jordan Bezerra

Essa é uma crônica com linguagem poética em homenagem a minha prima, arquiteta e urbanista, Lilian Barbosa.