Enquanto a maioria das mulheres aos 40 anos estão na ativa, trabalhando e realizando sonhos pessoais e profissionais, Sayonara Diniz Gomes luta pela vida. A patoense sofre de uma doença rara chamada Linfangioleiomiomatose (LAM) que ataca principalmente os pulmões.

Durante 15 horas por dia ela precisa usar oxigênio. A doença foi descoberta em 2012. Na época ela trabalhava em uma loja de roupas e teve que sair para se tratar, mas nunca mais consegui voltar a ter uma vida normal.

“Eu era um pessoa normal, eu não sentia nada e trabalhava em tudo. Depois que eu descobri minha vida é limitada”, disse.

O tratamento é feito no Hospital Universitário (HU) em Campina Grande. Sayonara precisa a cada três meses realizar vários exames para o controle da doença e sem nenhuma renda, ela depende exclusivamente dos pais, dois idosos aposentados com apenas um salário mínimo cada.

Segundo Sayonara, ela já deu entrada no INSS várias vezes solicitando o auxílio-doença, mas todas as vezes foi negado.

“Não tenho renda. Só dependo dos meus pais para tudo. É muito complicado pra mim. Sem o meu benefício tudo é mais difícil. Eles (INSS) alegam que meus pais são aposentados e que eu não vivo em situação de miserabilidade”.

A mãe de Sayonara, dona Creuza Diniz, lamenta a situação que a filha vive e reforça o quanto o auxílio-doença iria ajudar nas despesas com o tratamento.

“Eu só vivo em função dela. Para onde ela vai tem que ser acompanhada por mim e com o oxigênio de lado. A gente passa muito sufoco. No início do tratamento dela recebemos muitas doações e ajuda. Fizemos rifa e feijoada para comprar esse oxigênio pequeno, mas de lá pra cá é tudo com o nosso salário e com muito aperto a gente vai levando” diz a aposentada.

A esperança de tentar voltar a ter uma vida normal e independente é um transplante de pulmão, mas justamente pela falta de condições a família não está correndo atrás dessa possibilidade, já que Sayonara teria que se mudar para Fortaleza, no Ceará.

“A esperança é de fazer o transplante, só que eu teria que ir morar em Fortaleza para fazer, já que é a cidade mais próxima. Mas é muita dificuldade, já que dependo dos meus pais e não tenho benefício nenhum. Mas eu ainda tenho esperança, mesmo nada estando favorável pra mim, esperança eu tenho”.

 

FONTE: Portal TV Sol