
Na manhã desta segunda-feira, Edilson Queiroz, residente em Patos, procurou a redação do Patosonline.com para denunciar a dificuldade que tem enfrentado para conseguir o internamento de sua filha de 6 anos no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU), em João Pessoa, após um procedimento cirúrgico.
Edilson relatou que, no dia 17 de julho, sua filha foi submetida a uma cirurgia de pieloplastia no HU. O procedimento foi necessário para tratar a estenose da junção ureteropélvica (JUP), que é a conexão entre o ureter e o rim. Durante a cirurgia, foi inserido um cateter duplo J no ureter da criança, além de um dreno para remover a secreção líquida resultante da operação.
A menina permaneceu internada no HU por quase um mês. O pai conta que no dia 15 de agosto, os médicos tentaram remover o cateter através do canal da uretra, mas sem sucesso. Três dias depois, em 18 de agosto, a paciente foi levada novamente ao bloco cirúrgico para a remoção do cateter, dessa vez pelo mesmo local onde foi inserido. Após a intervenção, a criança recebeu alta na terça-feira (20), sem passar pelo médico responsável que vinha acompanhando o caso, segundo Edilson.
No entanto, no dia seguinte, já em Patos, a menina começou a sentir fortes dores e foi levada ao Hospital Infantil Noaldo Leite. Desde então, a família tem tentado conseguir novamente uma vaga no Hospital Universitário para que a criança seja acompanhada pelos mesmos profissionais que realizaram a cirurgia. Apesar das tentativas desde a quinta-feira (22), a vaga no HU ainda não foi concedida.
"A gente está tentando uma vaga para o HU, onde os médicos e clínicos nos garantiram que todo apoio seria prestado caso a menina piorasse. Então, a gente tá tentando desde quinta-feira (22) uma vaga para o local onde ela nem deveria ter saído tão rápido assim, mas estão negando", desabafou Edilson.
A situação se agravou após uma ultrassonografia realizada no Hospital Infantil de Patos, que revelou a presença de uma grande quantidade de líquido na região do abdômen e pelve da menina, possivelmente sangue que não está sendo corretamente expelido. Apesar de estar internada no Hospital Infantil, a unidade não conta com ambulatório para tratamento do caso, sendo necessária a transferência.
Edilson classificou o tratamento dispensado à sua filha como um "descaso". "Para mim, isso é um descaso, onde a paciente que foi operada no hospital pela equipe médica deles não está sendo aceita para um retorno e melhor acompanhamento pós-cirúrgico", concluiu.
Veja mais detalhes no vídeo abaixo gravado pelo pai no dia 24:
A família segue aguardando uma resposta do Hospital Universitário Lauro Wanderley enquanto a saúde da criança permanece em estado delicado. Edilson disse que já levou o caso ao Ministério Público da Paraíba para tentar uma resolutividade.
O Patosonline.com não conseguiu contato com a direção do HU, mas deixa o espaço aberto para quaisquer esclarecimentos. Email: [email protected].
Por Patos Online
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