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MPE pede cassação dos vereadores eleitos e anulação dos votos diante de possível fraude usando candidaturas “laranjas” na cidade de Patos

O Ministério Público Estadual (MPE), através do Promotor Dr. Uirassu Medeiros, deu entrada na manhã desta segunda-feira, dia 18, na ação que pede a cassação dos diplomas dos vereadores eleitos, anulação dos votos das chapas, recalculo do quociente eleitoral, cassação de suplentes e inelegibilidade dos candidatos por 08 anos que se envolveram no possível fraude eleitoral por meio das chamadas candidaturas “laranjas” durante o processo eleitoral de 2.020 no Município de Patos.

Apresentando provas robustas, o MPE impetrou a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) visando moralizar o processo eleitoral que usou artifícios fraudulentos para preenchimento de candidaturas para vereadores burlando o disposto no art. 10, parágrafo 3º da Lei nº 9.504/97, que determina o percentual de gênero para formação das chapas.

A ação está em poder da Justiça Eleitoral para se debruçar sobre os pedidos apresentados pelo MPE. O processo foi entregue a juíza eleitoral Dra. Anna Maria do Socorro Hilário dentro dos prazos estabelecidos pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE) após eleições ocorridas no dia 15 de novembro de 2.020.

Entre os partidos acusados de praticar os crimes estão o PL, que elegeu o radialista Jamerson Ferreira; Solidariedade, que elegeu Nêga Fofa, Décio e Emano; Rede Sustentabilidade, que elegeu Patrian; Avante, que elegeu Nandinho; PSL, que elegeu Tide e Ferré. Os partidos Democratas e MDB, apesar de não terem elegido ninguém, também são apontados na possível fraude e se pede a anulação dos votos obtidos pela legenda.

Caso a Justiça Eleitoral atenda ao MPE, a configuração da Câmara Municipal de Patos será alterada e novos nomes de vereadores de partidos que não cometeram a fraude devem ser apresentados. A cassação das chapas e dos votos proporcionará um recalculo no quociente eleitoral no Município de Patos.

O MPE ouviu representantes de partidos suspeitos de promoverem os crimes eleitorais, os candidatos e os demais que puderam dar subsídios na ação. O uso do dinheiro público por parte de candidaturas consideradas “laranjas”, redes sociais, prestação de contas, inconsistência de depoimentos e tudo que serviu de evidências para respaldar tal pedido foram apresentados na Justiça Eleitoral.

Em alguns casos, esposas de candidatos foram também candidatos, porém, suspeita-se de que com o único objetivo de fraudar a Lei Eleitoral e criar um cenário fictício de legalidade diante do pleito. Em fato específico, uma candidata gastou R$ 10.000,00 e tirou apenas 01 voto, mesmo dispondo vários cabos eleitorais pagos.

A AIME foi subdividida em tópicos por partidos acusados de fraude e atendeu orientação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).


Jozivan Antero – Patosonline.com

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