Márcio Roberto fala de “calvário” e admite que viajou 10 vezes a Brasília para pressionar TSE



"marcio"O deputado estadual Márcio Roberto (PMDB), diplomado na noite desta sexta-feira (17) para mais um mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba, comentou neste sábado o “calvário” que ele passou para conseguir garantir seu diploma. Afetado pela Lei da Ficha Limpa, o parlamentar disse que no último mês chegou a viajar dez vezes para Brasília apenas para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral.

“Sabia que nossa defesa era embasada em argumentos consistentes e constitucionais e que minha inelegibilidade era injusta, mas temia que o TSE não julgasse a tempo minha ação”, confessou. “No final de tudo, é um alívio ser diplomado ao lado dos colegas”, completou.

Márcio Roberto conseguiu votos suficientes para se eleger, mas não teve seus votos computados porque sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba por causa de contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado na época em que ele era prefeito de São Bento.

O ministro Marco Aurélio, contudo, em decisão monocrática, decidiu dois dias antes da diplomação que o TCE dá apenas parecer, cabendo às câmaras municipais decidir ou não pela punição. No caso de Márcio Roberto, a Câmara de São Bento o absolveu. O que segundo o ministro garantia sua elegibilidade e consequente posse. 

Na entrevista, o parlamentar falou das dificuldades em se fazer campanha com a candidatura indeferida, e acusou adversários de usarem isto contra ele. “A Justiça Eleitoral tem que fazer uma reforma para ficar mais célere, para evitar que alguém inocente atravesse toda uma campanha com a candidatura indeferida e só seja julgada depois”, opinou.

Para ele, aquela sua condição temporária poderia ter sido decisiva para um resultado adverso. “No final das contas, no entanto, só tenho a agradecer por tudo ter terminado bem”, concluiu.

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