Mãe faz desabafo sobre situação crítica de sucateamento presenciado no CAPS/Infantil e no CER do Município de Patos



Jossely Oliveira, que é mãe de criança com autismo e presidente da Associação de Pais e Amigos do Autistas de Patos e Região (ASPAA), fez um desabafo sobre a situação de precariedade que tem sido vivido no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS-I) e no Centro Especializado em Reabilitação (CER), ambos órgãos ligados a Secretaria de Saúde do Município de Patos.

Na noite desta quarta-feira, dia 23, através do Programa Polêmica, Jossely relatou que centenas de usuários estão sem atendimento adequado diante de problemas diversos causados pela crise político-administrativa no Município de Patos. Para Jossely, essa crise está prejudicando mais ainda aqueles necessitam dos serviços de qualidade e que já tem limitações diante dos problemas de saúde, mais notadamente crianças com autismo e outras doenças que precisam de atenção especial e especializada.

Falando em relação aos órgãos, a presidente da ASPAA disse que os profissionais contratados estão sem receber salários, uns há um mês e outros há dois. Essa questão tem levado a uma inconstância no atendimento, pois, sem salários, os trabalhadores tem faltado e até se ausentado por completo das suas funções. Jossely também fez críticas a um protocolo desenvolvido no CER que seleciona que autistas serão atendidos ou não. “O CER tem uma equipe limitada e agora para piorar, muitos estão sem salários…além disso não se vem respeitando às leis do atendimento…”, comentou Jossely.

Sobre o CAPS-I, Jossely relatou que o órgão vem sendo sucateado ao longo dos anos, pois a carência de equipes multidisciplinares é notória e de precarização do serviço prestado e da estrutura. “…na verdade o CAPS-I seria o local ideal para o atendimento multidisciplinar dos autistas….ao invés de ter vários profissionais de uma equipe multidisciplinar que envolve fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e terapia ocupacional. Ao invés de ter, o CAPS-I tem apenas um psicólogo e uma psicopedagoga pra atender centenas de crianças, não só autistas, mas com outras deficiências também…é uma situação super precária…”, relata Jossely.

“A gente solicita, na verdade a gente implora, que se dirijam os olhares para o CAPS infantil porque é uma instituição que precisa ser reestruturada, precisa ser reorganizada…precisa de um psiquiatra, pois o que está atendendo lá não é um psiquiatra por formação. Ele tem outra formação e tem uma especialização em psiquiatria e está atendendo crianças, medicando crianças e isso é um absurdo! A gente já tem várias queixas…nós não temos planos de saúde, nós não temos como pagar um atendimento particular…estamos falando de famílias que dependem do SUS…”, falou indignada Jossely.

A presidente da ASPAA tornou público que aconteceu anteriormente uma reunião entre diretores da ASPPA e o secretário de Saúde do Município de Patos. A situação foi colocada para Dr. Umberto Joubert que se comprometeu em levantar as demandas apresentadas, porém, não houve contratação de profissionais até o momento.

A reportagem fez contato com Dr. Umberto Joubert. O secretário se mostrou preocupado com toda a situação e disse que compreende todo o contexto colocado em discussão. Dr. Joubert comentou que espera resolver os problemas mais urgentes em breve e para isso vem fazendo esforços com as equipes, porém, não especificou datas para a solução.

 

Jozivan Antero – Patosonline.com

 

 

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