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Ivan Burity diz que obras no Canal 40, sede da campanha de Ricardo Coutinho, foram feitas com dinheiro de propina

ÓTICAS GUIMARÃES

Ivan Burity detalhou em delação premiada como se deu a reforma do Canal 40, sede da campanha do PSB nas eleições de 2014 em diante. O ex-secretário do governo Ricardo Coutinho relatou que a construção do prédio localizado no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, foi feita sem assinatura de contratos e alvarás para que acontecesse de forma velada.

Ivan disse que indicou Edgar Chaves, seu ex-chefe de gabinete na Sedurb (Secretaria de Desenvolvimento Urbano) da Prefeitura de João Pessoa, para Coriolano Coutinho e Livânia Farias para que ele cuidasse das obras do Canal 40.

“Edgar é um velho conhecido que trabalhou comigo na Sedurb como chefe de gabinete. E quando me foi dada a missão de construir o Canal 40 de forma velada, ou seja, não deveríamos tirar alvará e fazer contratos formais com empresas, ele, como era um pequeno construtor, foi a pessoa que eu citei (para Livânia e Coriolano). E ele conhecia ‘Cori’ (Coriolano). Então o nome dele foi levado a apreciação de ‘Cori’ e de Livânia e teve o aval das pessoas que fossem a ele”, disse Ivan Burity na delação premiada.

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“Eu disse (a eles sobre Edgar): ‘essa é uma pessoa que eu posso confiar e que pode contratar profissionais sem levantar, sem evidenciar para que era. Ele contratou o engenheiro, que fez a planta com planilha de custos e etc. Essas planilhas foram submetidas a Ricardo e a Livânia”, completou Ivan Burity.

Questionado se a obra foi patrocinada por dinheiro das empresas que teriam pago propina à gestão de Ricardo Coutinho, Ivan Burity disse: “Com certeza. Toda advinda de recursos escusos.”

A colaboração de Ivan Burity faz parte das investigações da Operação Calvário, que investiga uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos públicos da saúde e educação.

Ivan foi preso em outubro do ano passado na quinta fase da Operação Calvário coordenada pelo Gaeco. Segundo o Gaeco ele facilitava a contratação das empresas, mediante contratos fraudulentos e consequente recebimento de propinas.

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