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Inflação no Brasil no momento atual. Por Roberta Trindade

ÓTICAS GUIMARÃES

Um tema da Ciência Econômica que a população entende, porque vive no dia a dia e sente no bolso, é a inflação, que teoricamente é o aumento persistente e generalizado no preço de uma cesta de produtos, considerando um período delimitado de tempo. Na prática, mede o poder aquisitivo do salário, ou seja, o poder de compra da população, pois, os preços elevados exigem maior volume de dinheiro para compra-los, e desta forma, sem aumento do salário, perdemos o poder de compra.

O Brasil tem histórico de grandes dificuldades geradas por extensos períodos de inflação, e por isso, vários planos foram criados visando a sua correção, sem muito sucesso, mas apenas o plano real consegui relativamente promover o seu controle, estabilizando os preços, permitindo melhor planejamento dos recursos por parte das famílias e ampliação do poder aquisitivo dos salários.

São várias as causas e vários os indicadores, mas o nosso objetivo aqui é analisar o momento atual.

A inflação do Brasil foi forte em 2020 e continuará no mesmo ritmo em 2021, e, é sentida no bolso dos brasileiros causando maior impacto, evidentemente para os de mais baixa renda, porque afetam, dentre outros, os itens de alimentação e bebidas. A principal causa da elevação de preço desses itens tem dupla causa: primeiro em função da demanda natural por esses produtos, e a sua escassez (causada pela pandemia) no mercado interno, bem como, em virtude da elevação do dólar que sobe o preço das commodities (bens de consumo mundial) no mercado internacional, ou seja, é melhor para os produtores exportarem, do que abastecerem o mercado brasileiro.

Além disso, ressalta-se a influência dos aumentos de remédios, produto essencial para todos, de combustível e de energia elétrica, que impactam as finanças empresariais e pessoais, por exemplo: transporte, frete e insumos dos restaurantes.

A inflação oficial do Brasil é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apresenta – se acelerado em alguns meses e desacelera em outros, formando o percentual de inflação que vem sendo executado acima da meta do governo, exatamente por que, para além da política definida pelo governo, a Lei do mercado é muitas vezes, mais forte que as regras definidas por ela.

Concluindo, na pratica, o efeito no bolso é o que nos dá a certeza de que o impacto é na realidade o salário não ter folego para comprar os mesmos produtos que se comprava antes.

Seguimos, na esperança de políticas mais efetivas e de dias melhores.

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