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Impactos da inflação no poder de compra. Por Roberta Trindade

Todos os esforços são validos, até que a política econômica encontre uma solução para o retorno da estabilidade econômica

ÓTICAS GUIMARÃES

A inflação é o aumento generalizado e constante nos preços dos bens e serviços, de um país, e é medida pelo índice nacional de preços ao consumidor, que estima o custo da cesta de produtos e serviços, normalmente consumidos pelas famílias.

O Brasil tem um forte histórico de períodos onde a inflação esteve presente e afetou diretamente a vida do povo, causando redução do poder aquisitivo, ou seja, o poder de compra.

De modo geral a inflação provoca muitas incertezas na economia, pois, para além de elevar os preços e encolher o dinheiro das pessoas, promove o desestimulo aos investimentos e consequentemente inibe o crescimento da economia.

As causas são bem variadas, a exemplo de: escassez de produtos de modo temporário como os produtos da agricultura, escassez provocada pelo excesso de demanda, ambas elevam os preços; mas, existe causa provocada pelo setor empresarial, onde os preços são elevados, motivados pelo aumento do custo dos insumos, salários e tributos que são repassados aos preços ao consumidor.

Independente da causa, o que preocupa o consumidor é a redução do poder de compra, que interfere na vida de todos, em especial, aqueles de renda baixa. A redução da capacidade de compra, direciona a renda prioritariamente para os itens essenciais, como alimentos, remédios e despesas fixas obrigatórias.

Infelizmente, para cumprir as necessidades, muitas famílias acabam perdendo o controle e se endividando.

Manter o atendimento das necessidades básicas e evitar a geração de dividas passa a ser um desafio enorme para muitos brasileiros, e não há receita pronta para o controle financeiro, mas, vale a pena fazer alguns sacrifícios, para tentar atravessar esse período, sem maiores danos, a exemplo de: economizar energia; reduzir planos de assinatura; planejar o cardápio e as compras com produtos alternativos, mais baratos; reduzir a compra de bens supérfluos; evitar o desperdício de alimentos, reaproveitamento as sobras em novos pratos.

É interessante ainda, pensar em novas formas de gerar renda, fazendo atividades, até mesmo temporárias para aumentar a renda familiar.

Todos os esforços são validos, até que a política econômica encontre uma solução para o retorno da estabilidade econômica.

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