Federação Paulista pede para Governo ‘continuar seguindo ciência’ e se manifesta contra recomendação de paralisar futebol

Sede da Federação Paulista de Futebol em São Paulo Alexandre Battibugli /FPF



Nesta terça-feira (9) o procurador-geral de Justiça Mario Sarrubbo, do Ministério Público de São Paulo, recomendou ao governador João Doria a suspensão de algumas atividades coletivas, entre elas cultos religiosos e também o futebol, durante o período da “Fase Vermelha’ do Estado, a mais restritiva no combate à COVID-19. E, segundo informações da Rádio CBN, a recomendação já teria sido acatada por Doria, que decidiu pela suspensão do Campeonato Paulista 2021 e oficializará a decisão nesta quarta (10).

Na contramão de Sarrubbo e Doria, e em meio à disputa do Paulistão, a Federação Paulista de Futebol (FPF) também emitiu comunicado nesta terça e se mostrou contrária à recomendação da suspensão do campeonato em meio à “Fase Vermelha”.

Por meio do seu comitê médico, presidido pelo Dr. Moisés Cohen, a FPF elencou três diferentes critérios, baseados na ciência, para justificar a sua posição contrária, entre eles o rigoroso protocolo de saúde que vem sendo seguido à risca por todos os clubes que disputam o estadual.

A Federação Paulista também usou como exemplos alguns países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, que mesmo durante um regime de lockdown não paralisaram as suas ligas de futebol.

“A recomendação vai na contramão do combate à COVID-19 no mundo, como em países que realizaram rigorosos lockdowns em meio à segunda onda e mantiveram o futebol profissional em atividade. Nações como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, mesmo com medidas extremamente restritivas à população, seguiram com suas ligas em atividade, sob o correto conceito técnico de que os jogos de futebol não são, sob nenhuma hipótese, locais que sugerem qualquer tipo de contaminação. E, além disso, o futebol é um importante entretenimento à população neste trágico momento que vivemos”, escreveu a PFP no tópico 2 do comunicado.

O fato de o futebol servir como “meio para fundamental para a educação e conscientização da população sobre o combate à COVID-19” também foi abordado pela federação, que concluiu afirmando que “não há qualquer argumento científico que sustente a tese de que o futebol profissional gere aumento no número de casos” e completou.

“Pelo contrário, o futebol possui um protocolo extremamente rigoroso, com acompanhamento médico diário e testagem em massa de seus profissionais. Uma eventual paralisação seria ainda mais prejudicial ao combate à COVID-19, pois deixaria expostos milhares de atletas, que não mais passariam a ter o controle médico diário e de testagem que o futebol oferece. A FPF acredita que o Governo do Estado de São Paulo continuará seguindo a ciência e manterá o futebol profissional em atividade, seguindo o protocolo de saúde por ele aprovado”, finalizou.



ESPN.com.br