Familiares e apenados denunciam maus-tratos que podem ter gerado rebelião no Presídio Procurador Romero Nóbrega, em Patos



Na noite desta quarta-feira, dia 24, por volta das 20h00, o Presídio Procurador Romero Nóbrega, localizado no Bairro das Indústrias, em Patos, foi destaque na imprensa estadual após o registro de atos de revolta de apenados. A ação conhecida por “rebelião” teve vários vídeos e relatos divulgados nas redes sociais e em sites de notícias.

Após quase três horas de revolta, apenados atearam fogo em objetos, quebraram paredes e denunciaram maus-tratos por parte da direção do presídio. Diante da ação da Polícia Penal, Polícia Militar, Bombeiros e de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Patos (OAB/Patos), foi contida a rebelião e ações diversas foram tomadas para evitar a continuidade dos atos depredatórios.

Familiares de apenados fizeram contato com a imprensa para denunciar que presos estão sendo agredidos, comida estragada está sendo servida, além de mudanças de locais de cumprimento de pena que são já destinados aos grupos e facções criminosas. Em um dos vídeos, os apenados acusam a polícia de usar balas letais para conter a revolta.

Os vídeos enviados pelos apenados mostram claramente falha na segurança, pois, mesmo o uso de celulares sendo proibido dentro do Presídio Procurador Romero Nóbrega, estes estavam sendo usados para ligar para familiares, para falar com a imprensa e para gravar vídeos.

O advogado Dr. Fred Igor, presidente da OAB/Patos, que acompanhou a ação na noite de ontem, relatou que os líderes da rebelião foram transferidos para o PB 1, que fica na capital paraibana. Dr. Fred disse que houve uma reunião na manhã desta quinta-feira, dia 25, para avaliar todas as questões, tais como levantamento dos danos, reivindicações dos apenados e as demais questões relacionadas aos direitos dos apenados e dos próprios servidores do local.

A reportagem também fez contato com o diretor do Presídio Procurador Romero Nóbrega para um posicionamento sobre as denúncias dos familiares e dos apenados. O diretor relatou que estas acusações são levianas e que todas os fatos estão sendo apurados.


Jozivan Antero – Patosonlin.com