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Família culpa Hospital Infantil de Patos por morte de criança com rara síndrome; direção e médico plantonista rebatem acusações

A sídrome é uma acidente genético, no qual há um cromossomo a mais em um certo organismo — por isso o nome trissomia, que faz referência ao número três

ÓTICAS GUIMARÃES

Uma família de Água Branca-PB entrou em contato com a redação do Patosonline.com, nessa sexta-feira, dia 15, para denunciar o que chamaram de negligência que teria causado a morte de João Lucas Alexandre de Lima, uma criança que nasceu com a rara Síndrome de Patau, e que, por causa da gravidade, precisava receber assistência urgente e diferenciada, mas que, segundo eles, teve o atendimento negado por um médico que estaria de plantão.

Uma tia da criança entrou em contato com o Patosonline.com e fez o relato sobre a situação envolvendo a criança que veio a óbito. Segundo ela, fez vídeos e tem provas da situação envolvendo um médico do hospital e também o estado em que a criança se encontrava sem assistência da equipe. Ela, aparentemente muito abalada, descreve a situação em detalhes em áudios.

“Ele nasceu com a rara Síndrome de Patau, e passou três meses internado na maternidade e foi liberado para o Hospital de Água Branca, mas na sexta-feira a traqueostomia que ele usava para respirar se soltou. Mas ele foi direcionado para o Hospital Infantil, em Patos. Lá ele foi atendido pelo médico, e ele se negou a atender a criança, e fomos obrigados a chamar a Polícia, para ele poder encaminhar o menino para o Hospital Regional. E ele teve um problema na sonda, e quando foi no sábado ele adoeceu de novo e teve que voltar para o Infantil em Patos, e o mesmo medico negou uma vaga para o meu sobrinho, eu tenho prova, tivemos de fazer outra denúncia para ele atender. Mas o mesmo médico se recusou a colocar soro, e não deu assistência nem medicamento a ele por enquanto estava de plantão. Ele faleceu por conta de negligência do hospital”, afirmou a tia da criança.

Em contato com a diretora do Hospital Noaldo Leite em Patos, Isabella Cristina, ela afirmou que não compactua com atendimento negligente a nenhum paciente e que, portanto, vai investigar o caso e checar as informações repassadas pela família da criança.

“De antemão, enquanto direção irei apurar, até porque não aceito nenhum tipo de situação como essa, esse hospital hoje se encontra lotado, mas procuramos sempre assistir o paciente com a melhor qualidade no atendimento amigo, só no mês de janeiro foram quase 4.700 atendimentos”, disse a diretora do Hospital.

A reportagem do Patosonline.com também traz o pronunciamento do médico citado pela família. Segundo ele, não estava de plantão quando a criança deu entrada no hospital, mas acompanhou ela de perto e ofereceu a mesma assistência que é oferecida a todas as crianças enfermas, e orientou para uma verificação do prontuário.

“Oriento procurar a direção do HINL, pois eles estão a par de toda a situação envolvendo essa criança, bem como tudo o que foi realizado consta em prontuário do mesmo. Muitas desinformações nessas palavras aí. Nem de plantão eu estava quando essa criança chegou no hospital, como também não estava de plantão quando veio a óbito. Durante o tempo que ficou internada, teve todo o suporte disponível no hospital para tratamento de sua doença, como é feito para todas as crianças atendidas lá”, disse o médico citado pela família da criança.

Em nota, o Hospital Infantil de Patos afirmou que a criança recebeu atendimento que é oferecido para todas as crianças e negou que tenha havido negligência no atendimento da criança em questão.

“A criança em questão tinha uma síndrome rara e grave, Síndrome de Patau, que tem uma sobrevida em média de 6 meses. A criança citada com 3 meses de vida, deu entrada no Hospital Infantil Noaldo Leite apresentando desconforto respiratório, fazendo uso de sonda nasogástrica e traqueostomia. Foi avaliada pelo médico da urgência e pela equipe de fisioterapia, foi solicitado avaliação do cirurgião e foi realizada a troca da sonda. Com a piora do desconforto respiratório a mesma foi encaminhada para unidade de terapia intensiva onde ficou internada e recebeu toda assistência da equipe médica, fisioterapia e enfermagem. Mas como dito acima a criança tinha uma síndrome grave e veio a óbito. Presto minha solidariedade à família desta criança.”, disse o pronunciamento oficial do Hospital Noaldo Leite.

Patosonline.com


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