“Exigem demais das empresas privadas e fazem vista grossa para os órgãos da própria prefeitura na questão da COVID”, relata comerciante da cidade de Patos



Na manhã desta segunda-feira, dia 22, a reportagem foi procurada por uma comerciante que está indignada com a fiscalização e notificação realizada no seu estabelecimento em relação aos procedimentos exigidos para precaução aos casos do novo coronavírus, COVID 19.

A comerciante, que pediu para não ser identificada, relatou que uma equipe do PROCOM/Patos esteve na granja e fez uma notificação sobre as medidas adotadas pela empresa para evitar a COVID 19. Ela mostrou em vídeo que a empresa tem tapete sanitizante na entrada, adesivos no chão para demarcar distância entre clientes, dispenser de álcool em gel em dois locais visíveis, álcool 70%  numa banca para cidadãos, placas de atenção, barreira de acrílico no balcão central e no caixa, porém, o PROCON disse que está em desacordo com o decreto 047/2.021 da Prefeitura de Patos.

“O PROCON está indo além das suas prerrogativas, pois é um órgão de relação de consumo e não de vigilância sanitária…e quando eu liguei para o órgão ainda fui mal entendida. O poder público faz exigências rigorosas nos nossos estabelecimentos e faz vistas grossas nos órgãos públicos, como, por exemplo, na entrada dos mercados públicos, nos próprios órgãos de saúde do Município e até na Prefeitura de Patos. Eu estou preocupada com a COVID também, pois estou aqui e minha família…”, relatou a comerciante.

A reportagem tentou contato com o diretor do PROCON/Patos, Ítalo Torres, porém não obteve êxito nas tentativas para ouvir a versão do órgão.


Jozivan Antero – Patosonline.com