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Equipe do Médicos Sem Fronteiras se despede do Complexo de Patos mas deixa um legado que será perpetuado

ÓTICAS GUIMARÃES

“Desenvolvemos um trabalho incrível, multiprofissional, que foi realizado tanto pelos integrantes do MSF, quanto pela equipe do Complexo de Patos, com muita sabedoria, entrega, dedicação e planejamento, que culminou em ações de acolhimento e práticas que se concretizaram na mudança da realidade para muito melhor, já que conseguimos, de forma conjunta, construir ações que, efetivamente, resultaram na queda da mortalidade de pacientes. Conseguimos com esse trabalho no Complexo intervir junto a vidas e isso foi muito fantástico, já que tivemos vários casos de extubação, de alta de UTI para a enfermaria e depois ver esse paciente voltar para casa foi muito impactante. Como resultado de tudo isso, podemos usar a expressão ‘Semente plantada’, pois sei que o que a gente começou aqui vai ser realmente perpetuado, pois a equipe do Complexo abraçou as orientações como uma causa muito importante, são pessoas comprometidas e que construíram junto com a gente as ações propostas. Dessa missão, o mais fantástico além dos resultados, foi ver o comprometimento da equipe da unidade e constatar que o MSF se retira daqui, mas as ações serão perpetuadas”.

Depoimento de Gabriela Valente, enfermeira, que integrou a equipe do MSF que atuou no Complexo de Patos, e em nome de sua equipe do Médicos Sem Fronteiras.

Equipe do Médicos Sem Fronteiras se despede do Complexo de Patos mas deixa um legado que será perpetuado

Levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias. Essa é a principal missão dos profissionais que integram as equipes do Médicos Sem Fronteiras (MSF). Nos últimos 32 dias, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) teve o privilégio de contar com o apoio de uma equipe multiprofissional formada por integrantes desta organização humanitária internacional. Durante esse período, a equipe do MSF junto com os colaboradores do hospital desenvolveu muitas atividades e ações no setor de isolamento Covid, com destaque para a evolução dos pacientes, a implantação de novos protocolos, o que resultou no crescimento dos casos de extubação de pacientes Covid, no aumento de altas do setor e da queda da mortalidade. Nesta quarta-feira (28), os trabalhos foram encerrados com uma reunião de avaliação.

“Foram trinta e dois dias de muito trabalho e dedicação o que fortaleceu sobremaneira a atuação multiprofissional de nossos colaboradores, resultando num atendimento ainda melhor aos nossos pacientes e na melhoria de nossa prestação de serviço, inclusive, com a adoção e implantação de novos protocolos”, destaca a diretora técnica do Complexo Dra. Jaquelline Andrade, lembrando que os protocolos e ações continuarão a ser desenvolvidos pela equipe da unidade.

“De nossa parte, temos uma imensa gratidão por esse trabalho que muito nos auxiliou na atual conjuntura de pandemia, agregando valor a nossa atuação junto aos nossos pacientes do setor de isolamento Covid. Além de agradecer a dedicação e atuação dos MSF, também queremos registrar a importância da doação que eles fizeram para a nossa unidade de vários itens e equipamentos que farão a diferença no dia a dia do Complexo. Gratidão e muito obrigado são palavras que definem nosso sentimento agora”, reforçou o diretor geral do Complexo, Francisco Guedes.

Numa lista de 20 itens que foram doados pela equipe do MSF ao Complexo de Patos destaca-se a doação de 22 oxímetros, 400 máscaras cirúrgicas, 1 PNI, um cabo de monitoração cardíaca de cinco vias, 45 dispenseres de álcool, 50 lixeiras de 50 litros, 10 termômetros eletrônicos, três estetoscópios e dois oxímetros de pulso, entre outros itens. “Esses itens servirão de suporte para implantação de algumas ações nas UTIs Covid”, explica Francisco, lembrando que além de médicos, a equipe do MSF era composta por outros profissionais da área de saúde, a exemplo de fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

Sobre o MSF

            A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), além de levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias, a exemplo da pandemia do Covid, também tem como missão chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes atendidos em seus projetos. A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60,k em Biafra, na Nigéria. Enquanto socorriam vítimas em meio a uma guerra civil brutal, os profissionais perceberam as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos, que faziam com que muitos se calassem, ainda que diante de situações gritantes. MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, MSF recebeu o prêmio Nobel da Paz.

Assessoria

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