Em Patos, determinação judicial retira recém-nascido do convívio da mãe e provoca revolta na família



Ao lado da mãe, a jovem Jéssica Alves Fernandes, 17 anos, residente na Travessa Luiz Félix, Bairro Juá Doce, em Patos, chora diante da decisão judicial que determinou que a sua filha recém-nascida fosse recolhida para a casa de passagem mantida pela Prefeitura Municipal de Patos.

A garota teve sua filha recém-nascida retirada do seu convívio após denúncias de maus-tratos. De acordo com informações, o relatório constando que a mãe não tem condições de estar com a filha foi encaminhado pela assistente social da Maternidade Dr. Peregrino Filho ao poder judiciário do Fórum Miguel Sátiro. O juiz substituto atendeu e determinou que a mãe fique sem a guarda da recém-nascida.

O caso também está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar do Município de Patos. Em contato com conselheiros, a reportagem foi informada que houve precipitação na decisão judicial, pois, se a garota tem familiares que se dispõem e cuidar da recém-nascida, então se deve dar tal procedimento antes de decisões mais drásticas. “A retirada da criança da mãe e dos familiares é sempre o último recurso e não o primeiro”, relatou um conselheiro que pediu para não ser identificado até que se apure todos os procedimentos.   

A família pobre passa por dificuldades e mora em uma casa muito simples. Jéssica Alves tem mais dois filhos que são cuidados por ela e pela mãe dela, a senhora Marilene Vicente Alves que também está indignada com a situação. “Minha filha tava na Maternidade, com a bebezinha que nasceu prematura e passou uns dias internada com ela…a assistente social fez contato comigo e disse que minha filha tava louca, era usuária de drogas e batia na menina! Isso minha filha nunca fez…disse que iria tirar a criança e era temporária…a gente é pobre, mas temos responsabilidade”, desabafou a senhora Marilene.

A família alega que ninguém foi até a residência para apurar as informações que levaram a tal decisão de retirar a recém-nascida do convívio da mãe e da avó. A reportagem esteve na casa simples e encontrou duas crianças pequenas que a senhora Marilene relata serem de Jéssica.

Camila Layane Silva, que é vizinha da família, fez questão de defender a jovem Jéssica e a mãe dela. Camila disse que nunca viu maus-tratos e questões de uso de drogas com a mãe. A vizinha fez apelos para que se resolva a situação, pois tem várias pessoas sofrendo com o caso, entre estas a mãe, a avó e a própria criança recém-nascida.


Jozivan Antero – Patosonline.com

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