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Doença degenerativa da retina que causa cegueira e atinge três milhões de brasileiros ainda é pouco conhecida

ÓTICAS GUIMARÃES

A DMRI ocorre geralmente depois dos 55 anos e causa a perda gradual da visão central

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das principais causas da perda visual após os 50 anos. Atualmente, cerca de três milhões de brasileiros sofrem de DMRI, e os impactos emocionais, sociais e econômicos decorrentes da doença são enormes. Dificuldades de se adaptar à perda da visão e às limitações dela provenientes podem levar à depressão. Por isso, a Retina Brasil, associação de pacientes portadores de doenças degenerativas da retina, alerta sobre a importância do acompanhamento médico, pois o diagnóstico precoce é a única maneira de impedir a progressão da perda visual.

A DMRI afeta a mácula (área central da retina), acarretando a perda gradual da visão central, responsável pela leitura, identificação de detalhes e cores, culminando na cegueira legal (quando a visão corrigida do olho é de 20/200, ou seja, o indivíduo enxerga apenas a uma distância de seis metros). A DMRI apresenta diferentes estágios de evolução, que vão desde a formação de drusas (acúmulo de substâncias tóxicas eliminadas pelo metabolismo das células da retina) até a forma úmida ou exsudativa, estágio mais perigoso da doença.

“A DMRI é um desgaste degenerativo progressivo e as sequelas, em geral, limitam muito a vida do paciente. O tratamento se baseia em prevenção nas fases iniciais. O tabagismo é um fator de risco para esta doença. Já o tratamento da forma exsudativa deve ser iniciado rapidamente para evitar uma perda visual maior. Só que, geralmente, os primeiros sintomas, distorção nas imagens, dificuldade para enxergar, principalmente para leitura e reconhecer fisionomias, são pouco valorizados. Quando o oftalmologista é procurado e são realizados os procedimentos para o diagnóstico da doença, ela já está em um estágio avançado”, explica a oftalmologista e geneticista Profª Dra. Juliana Sallum, presidente da Comissão Científica da Retina Brasil.

Segundo a especialista, o envelhecimento da população e a melhora no diagnóstico acarretam um aumento da prevalência da doença. A DMRI caracteristicamente aparece após os 55 anos, mas é comum em faixas de idade mais avançada. Entretanto, atualmente, esta população tem uma vida ativa nesse período e o impacto na qualidade de vida é grande. “Além de todos os problemas de adaptação, o paciente ainda enfrenta a dificuldade de acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento em tempo adequado. As medicações antiVEGF usadas em injeções intraoculares tem um custo elevado e existe a dificuldade de o paciente conseguir a cobertura para estas aplicações na rede pública e privada”, afirma.

Por isso, no dia 29 de novembro a Retina Brasil realiza o 1º Fórum Unindo Forças na Luta contra a DMRI, na Câmara Municipal de São Paulo. A expectativa de público é de 250 pessoas, entre especialistas e população, e tem como objetivo é discutir e orientar familiares e pacientes portadores de DMRI e outras doenças da retina – como retinose pigmentar, síndrome de Usher, doença de Stargardt, entre outras – sobre as perspectivas de tratamento, estudos clínicos e pesquisas no campo da genética, além de esclarecer dúvidas sobre as doenças.

O Fórum Unindo Forças na Luta contra a DMRI é gratuito e não é necessária a inscrição antecipada. Confira a programação completa em www.retinabrasil.org.br.

Serviço:

Fórum Unindo Forças na Luta contra a DMRI

Data: 29 de novembro

Horário: 9h às 13h

Local: Câmara Municipal de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100 – Auditório Prestes Maia – São Paulo/SP

Informações: www.retinabrasil.org.br ou (11) 5549-2239

Informações à imprensa:

RS Press

Tel: (11) 3875-6296​ / 97677-2967

No local: Laís Cavassana: [email protected]

 

Nicolli Oliveira: [email protected]

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