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Diretor do Complexo Hospitalar de Patos faz balanço sobre casos de Covid-19 e H3N2 e tranquiliza população

ÓTICAS GUIMARÃES

A reportagem do Patosonline.com ouviu o diretor do Complexo Hospitalar Regional de Patos, Francisco Guedes, que fez um breve balanço sobre os investimentos realizados em todo o Complexo Hospitalar Regional de Patos, que compreende as instalações de saúde geridas pelo governo do estado no município.

Francisco Guedes falou ainda sobre os novos casos de Covid-19 e o aumento no número de contaminações, além de destacar os crescentes casos de gripe H3N2, com sintomas que se confundem com os da própria contaminação pelo novo Coronavírus.

“Nós temos dois cenários: temos a Covid-19 e a H3N2. Quando vivenciamos todo aquele volume de casos da Covid-19, o governo investiu pesado no Complexo de Patos e em toda a rede estadual para dar cobertura ao estado. Nós chegamos a montar 32 leitos de UTI, 34 de enfermaria, e toda essa estrutura permanece de pé. Mas foi necessário redirecionar alguns leitos para tratar de outras doenças e alguns leitos foram bloqueados, pela falta de demanda. Diante desse cenário, chegamos ao momento de ter apenas um paciente internado, então deixamos aberto apenas uma UTI, com cinco leitos e um reserva. Essa UTI Covid teve 100% de ocupação já, voltado à Covid. Mas a parte da Covid-19 está tranquila, o fim de semana foi lotado, mas já iniciamos essa semana com duas vagas, ou seja, há uma oscilação”, explicou o diretor.

As festas de fim de ano e a nova gripe H3N2 causou confusão nas pessoas, que passaram a acreditar que estavam com Covid-19 e foram em busca de tratamento no Complexo Hospitalar de Patos, mas o diretor esclareceu que essa triagem é bem feita e os pacientes são orientados para o serviço adequado de saúde.

“O que assustou? Com as aglomerações de fim de ano nas festas, muita gente foi contaminada pela [gripe] H3N2, mas como os sintomas se cruzam as pessoas se confundem e procuram o sistema de alta complexidade, e ao chegar aqui nós ficamos apenas com os pacientes de nível grave, pois os de nível leve ficam na UPA ou na Unidade de Saúde. Mas preparamos uma enfermaria mista para receber e tratar esses pacientes. Tranquilizar a população que, se for necessário, reabriremos leito a leito que foi montado, mas espero que isso não seja necessário”, assegurou o diretor.

Ainda segundo Francisco Guedes, aglomerar nessa situação é um crime e pode causar graves problemas à saúde pública, então ele deu outras orientações sobre a manutenção dos cuidados, evitar aglomerações, usar máscara e seguir se cuidando. O diretor defendeu ainda a vacinação para quem ainda não tomou nenhuma dose e reformou a importância do imunizante.

Patosonline.com


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