Deputada cobra mais segurança para Paraíba



A deputada Francisca Motta (PMDB) disse nesta terça-feira, 4, que o aumento dos casos de violência na Paraíba, demonstra que “os bandidos têm vida fácil na Paraíba”.


“O que dizem, e sou levada  acreditar, é que os bandidos buscam refúgio na Paraíba porque estão encontrando muita facilidade”, disse Motta.


A deputada afirmou durante discurso na  tribuna que tem em seu poder um relatório, preparado por um militar da sua região (Patos) que aponta para da degradação das condições da Polícia Militar em combater ao crime.


“Esse militar cita situações em que falta munição, há escassez de combustível e de viaturas. Tudo isso somado com a falta de estímulo para o policial trabalhar”, disse Francisca Motta.


“Temos a obrigação de ficarmos atentos e preocupados com a violência. Preocupa mais porque o governo para tudo tem uma resposta pronta. Se é sobre problemas na saúde, a resposta do governo vem pronta, se é na educação a resposta também está pronta, e na segurança, a resposta está antecipada”, disse Franscica Motta.


Já o deputado Guilherme Almeida (PSB), também apontou para o crescimento da violência no estado. “Eu mesmo fui vítima de caso de violência e no bairro onde moro, os casos são repetidos. Ontem, quando participava de uma missa, recebi a ligação de minha  filha, que se escondeu e ficou trancada no banheiro, enquanto um bandido invadiu a casa e furtou objetos”, afirmou Guilherme.


Segundo Guilherme, a “impunidade é real e nos cabe colecionar boletins de ocorrências, porque a marginalidade campeia no estado.”


O deputado Rodrigo Soares (PT) também foi à tribuna para criticar o estado de insegurança no estado. “O governo precisa de um plano de segurança que seja mais eficaz, porque os casos de violência são sucessivos e sem resposta por parte da polícia”.


O líder do governo, deputado Manoel Ludgério (PTB) disse que “as críticas sobre a violência não afrontam o governo porque a violência hoje é uma questão nacional”. O deputado defendeu a criação de um fórum permanente para discutir a violência no estado.


Texto de João Costa