Delegado Adjuto Neto diz que laudo pericial confirmará se criança foi abusada por padrasto antes de ser morta. Ouça



O delegado de Polícia Civil em Patos, Adjuto Neto, falou nessa quarta-feira (7), para a reportagem da Rádio Espinharas, e na oportunidade, disse que aguarda o laudo pericial para confirmar se houve abuso sexual da criança Ketyli Kawane Borges de Sousa (3 anos), assassinada na última segunda-feira, 05/10, na Rua Pedro Moura, no bairro Sete Casas, em Patos.

Segundo aponta a investigação da polícia, Ketyli foi morta a socos, chutes na barriga e jogada contra a parede – um crime de muita brutalidade praticado pelo padrasto de nome Geraldo Júnior dos Santos, de 25 anos, com conivência da mãe da criança.

Sobre a possibilidade de haver envolvimento de uma terceira pessoa no crime, o delegado explicou que a investigação deixou claro até o momento que o casal planejava se desfazer do corpo da criança, na madrugada do dia do crime.

Ainda segundo o delegado, a ideia inicial do casal seria colocar o corpo da criança dentro de um saco e em seguida amarrariam uma pedra pesada, para jogar no Rio Espinharas.

Dessa forma, estariam de desfazendo da prova, garantindo a impunidade do crime. Em seguida, alegariam que a criança teria retornado ao estado do Maranhão.

Uma suposição dita pelo delegado é no tocante à conversa que o casal teria tido com uma menor, no sentido de pedir auxílio para desovar o cadáver da criança. Porém, o delegado afirmou que não existe prova concreta de que a menor tenha concordado com isso.

O inquérito corre em segredo de justiça, e portando, o delegado disse que pode apenas citar que houve prova testemunhal e ainda depoimento do casal.

Ele também adiantou que a mãe de criança sabia da violência praticada contra a criança, tendo em vista que morava com o agressor. Sobre os supostos abusos sexuais, ele disse que ainda está aguardando o laudo pericial.

Caso fique comprovado em razão do laudo, se torna concreta a comprovação de que a mãe da criança foi omissa e conivente com tal prática de abuso por parte do padrasto da criança.

Ela já está indiciada pelo crime de homicídio por participação juntamente com o padrasto da criança. E o homem pode ser indiciado pelo crime de estupro de vulnerável. Havendo essa conivência da mãe, a mesma também será indiciada por participação, conforme colocou o delegado Adjuto Neto.

Ouça mais detalhes no áudio que segue.

Matéria por Patosonline.com

Áudio – Higo de Figueiredo (Rádio Espinharas FM, 97,9)