Delegada acredita que não há grupo de extermínio em Patos



A declaração do promotor criminal da comarca de Patos, no Sertão da Paraíba, Leonardo Furtado, em relação à ação de um possível grupo de extermínio na região, repercutiu de forma contundente na 5ª Superintendência de Polícia Civil. A delegada adjunta da 5ª SPC, Sílvia Alencar Carvalho Gomes, afirmou que a superintendência não registrou nenhuma denúncia ou vestígio levantando suspeita sobre o fato.

A delegada admite haver estranheza no fato de este ano, em Patos, terem ocorrido 48 assassinatos sem elucidação, em sua maior parte contra ex-presidiários. A maioria das mortes foi cometida à noite por motoqueiros que usavam capacetes e estavam armados com revólveres.

A suspeita da delegada adjunta, é que os assassinatos estejam acontecendo na região de Patos por acerto de contas, geralmente envolvendo pessoas do mundo do tráfico. As rixas, na sua concepção, têm se elevado nos presídios para onde são levados os presos condenados.

Sílvia Alencar acreditam que eles arrumam inimizades dentro das casas penitenciárias da região, por conta do controle do tráfico, e posteriormente, após saírem da prisão, são assassinados ou assassinam membros de grupos rivais. Ela lembrou que o último assassinato, cometido na segunda-feira passada, contra o ex-presidiário conhecido por "Galego", por exemplo, tem indício de acerto de contas.

Ela ressaltou que "Galego" cumpriu pena de dois anos em Patos e depois de dois meses de liberdade foi morto. Para a delegada, os assassinatos não contam com a participação de policiais militares e civis, mas somente com o envolvimento de criminosos interessados pelo controle do tráfico na região.

A delegada adjunta da 5ª SPC ainda frisou que os agentes e policiais da região trabalham cinco dias e folgam dez, mas nunca ter ouvido falar de problemas envolvendo a categoria em dias de folga, nem mesmo um telefonema anônimo denunciando um dos membros da 5ª SPC.

Sílvia informou também que Patos é uma cidade privilegiada para o comércio de drogas por se situar em um entroncamento de acesso aos estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, o que provoca o acirramento da disputa pelo tráfico.

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