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Cresce o número de novos empreendimentos no Brasil. Por Roberta Trindade

Os ramos que mais se destacaram foram: alimentação, confecções, reparo e manutenção

ÓTICAS GUIMARÃES

Em meio a tantas notícias negativas apresentadas em consequência da pandemia do Covid-19, inclusive de crise econômica, um ponto relevante que representa mudança positiva, foi a quantidade de novos empreendimentos que surgiram do ano de 2020 até a atualidade.

O número de Microempreendedor individual – MEI que já vinha crescendo desde 2019, devido a desburocratização e simplificação do processo de abertura e também pelos benefícios gerados acerca da contribuição previdenciária, favorecendo a aposentadoria, auxilio doença e auxilio maternidade, elevou-se ainda mais em virtude da redução dos salários e do desemprego gerado no início da pandemia em 2020.  De acordo com os dados do mapa de empresas do Ministério da Economia, do total de 3,3 milhões de empresas abertas, 2,7 milhões são MEIs; e em março de 2021 eles correspondem a 56,7% do total de negócios ativos do Brasil.

Além da desburocratização já apontada acima como causa, outro fator também relevante, foi o famoso empreendedorismo por necessidade de gerar a renda, para os que ficaram sem ocupação, ou complementar a renda, para os que tiveram redução de salário. Diante da realidade especifica de cada um, investir no seu próprio negócio, com base na habilidade, no que sabe ou gosta de fazer.

Os ramos que mais se destacaram foram: alimentação, confecções, reparo e manutenção. A maioria dos negócios realizados de modo artesanal, e por isso, requer um investimento pequeno.

Do mesmo modo, ocorreu com a abertura das micro e pequenas empresas desde 2020, com destaque para os quatro primeiros meses de 2021, que de acordo com dados do SEBRAE, já somam 1 milhão de novos negócios, nos setores de vestuário; acessórios; serviços de beleza; alimentos prontos, lanchonetes, restaurantes e similares; comercio de bebidas, dentre outros.

É claro que ocorreu também o fechamento de muitos negócios, e a grande maioria que permaneceu, precisou se reinventar para adaptar-se as novas exigências.

Por Roberta Trindade

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