Politica

CPI da Covid-19, uso da cloroquina, auxílio emergencial, preço dos combustíveis e mais. Veja os principais pontos do discurso de Bolsonaro na Paraíba

Bolsonaro discursou durante inauguração do último trecho do canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco

ÓTICAS GUIMARÃES

Na manhã desta quinta-feira, 21 de outubro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve cumprindo agenda na cidade de São José de Piranhas, localizada no Sertão da Paraíba, e inaugurou o último trecho do canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. 

Em seu discurso no evento denominado “Jornada das Águas”, ele disse que a obra representa a libertação do povo nordestino, além disso, focou em assuntos como a CPI da Covid-19, uso da hidroxicloroquina, auxílio emergencial, bolsa família, preço dos combustíveis e teceu críticas aos governadores. 

Ele iniciou falando de sua trajetória na disputa presidencial até ser eleito em 2018: “Quis o destino que eu resolvesse no final de 2014, disputar a presidência. Não tinha partido, não tinha grandes grupos pra apoiar, mas resolvi andar pelo Brasil. Andava sozinho muitas vezes, mas tinha o sonho de mudar essa pátria nossa. Fomos crescendo. Tentaram me executar, achavam que com isso ia desistir. Foi fácil chegar? Não! Sobreviver? Também não! Agradeço aos médicos e a Deus pela minha vida.”

Em seguida, teceu críticas ao Senador Renan Calheiros (MDB-AL) e também à CPI da Covid-19: “Porque eu sou atacado 24 horas por dia? Onde eu errei? Relatório da CPI comandada por Renan Calheiros? Não chamem o Renan de vagabundo não! Vagabundo é elogio para ele. Não há maracutaia lá por Brasília que não esteja o nome do Renan envolvido […]. Imagine se o Renan Calheiros fosse presidente do Senado, que desgraça estaria o Brasil, dado o que ele ia exigir para provar qualquer coisa naquela casa.

Em relação à pandemia, Bolsonaro voltou a defender o uso da Hidroxicloroquina, e em pergunta ao público presente ele disse: “Peço que levante a mão quem foi contaminado pela Covid-19? Quem tomou ivermectina ou hidroxicloroquina? […] Por que essa perseguição? Porque não dar chance ao médico na ponta da linha, de nos atender e nos receitar algo? Eu também fui acometido (da Covid-19), tomei hidroxicloroquina, no dia seguinte estava bom”, frisou. 

Bolsonaro também falou a respeito do novo Bolsa Família e o fim do auxílio emergencial: “Nós gastamos com o auxílio emergencial ano passado, o equivalente a 13 anos de Bolsa Família. Como não buscamos atender os mais pobres? […] Temos 16 milhões de pessoas no Bolsa Família e o ticket médio tá em R$ 192,00. Se o médio é 192, tem muita gente ganhando 40, 50 , 60 reais. O que nós decidimos? Passar todos para no mínimo 400 reais.”

Ele também criticou a exigência do passaporte vacinal por parte de alguns gestores e falou a respeito da obrigatoriedade da vacina: “Estão vendo agora, também, a exigência por parte  de alguns governadores e de alguns poucos prefeitos, exigindo o passaporte vacinal. Temos o nosso ministro Queiroga, que se vacinou com as duas doses, e mesmo assim contraiu o vírus. […] Ofertamos à todos do Brasil a possibilidade de se vacinarem, esse ofertamento não é obrigatório, nós jamais defenderemos a obrigatoriedade da vacina. Eu não tomei a vacina, quem quiser seguir meu exemplo que siga, que não quiser, não siga. Isso é liberdade.”

Já na parte final de seu discurso, Bolsonaro atribuiu o alto preço dos combustíveis aos governos estaduais: “Veja quem está metendo a mão no seu bolso, se é o Governo Federal ou Estadual. Desde quando assumi meu governo, o valor do imposto federal, quer seja do diesel, da gasolina ou do álcool, tem se mantido inalterado, o mesmo valor de 2019 é cobrado até hoje. Agora o ICMS é o mesmo percentual, mas em toda variação de preço de combustível, na ponta da linha, esse novo valor é alterado e muito, […] é inadmissível.

Matéria por Patosonline.com

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo