Complexo de Patos atendeu mais de 1000 pessoas com suspeita ou confirmação de Covid-19 deste o início da pandemia



  Desde que se tornou referência no atendimento e cuidados da Covid-19, em março último, o Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, de Patos, já ateneu mais de 1000 pacientes com problemas de distúrbios respiratórios, suspeitos ou confirmados com coronavírus. Nesta segunda-feira (22), a unidade, que integra a rede estadual de saúde, tem seis pacientes na UTI e oito na Enfermaria Covid. A capacidade de atendimento para pacientes do isolamento Covid é de 20 leitos de UTI e 30 leitos de Enfermaria.

             A diretora geral do Complexo, Liliane Sena, explica que a taxa de internação de pacientes com síndrome respiratória está em torno de 18%. “Esse é um índice considerável e relevante, que mostra que realmente boa parte destes pacientes com problemas respiratórios acaba evoluindo para um quadro moderado ou grave, necessitando de internação hospitalar”, destaca ela, lembrando que para outros tipos de atendimento, a taxa de interação da unidade fica em torno de 10%.

            Sobre o reflexo da flexibilização do comércio e das atividades na cidade de Patos no número de atendimentos do Complexo, a diretora afirma que não há dados ainda que comprovem o impacto disso na unidade. “Neste aspecto, é importante salientar que o vírus tem um período de incubação, a partir do momento em que a pessoa entra em contato com ele até o aparecimento de algum sintoma, que pode variar de sete a 14 dias. Portanto, é cedo para avaliar se haverá ou não impacto dessa flexibilização na demanda do Complexo. Essa resposta a gente só terá nos próximos 15 dias”, disse a diretora.

            Ela lembrou, no entanto, que a população não deve relaxar em relação as medidas preventivas. “Estudos mostram que cerca de 20 a 25% da população já está imune ao vírus, ou seja, já entrou em contato com ele e está imune em relação ao coronavírus, mas, de 70 a 75% ainda não contraiu o vírus e se essas pessoas contraírem ao mesmo tempo e precisarem de atendimento hospitalar, a rede  de saúde não suportará a demanda como já acontece em estados vizinhos à Paraíba”, alertou Liliane, reforçando que o isolamento social é importante, assim como o uso imprescindível de máscaras e a frequência na higienização das mãos e manutenção de rotinas de segurança.

Assessoria