Comitê debate transposição do Velho Chico em Catolé do Rocha



A cidade de Catolé do Rocha, no sertão paraibano, recebeu na tarde desta quinta-feira, dia 20, representantes do comitê em defesa da transposição e técnicos da Aesa para discutir com alunos e professores da UEPB a integração de bacias do São Francisco.

O debate fez parte do Simpósio de Agroecologia dos Sertões, realizado pela Universidade Estadual da Paraíba. Falaram pelo comitê o deputado Leonardo Gadelha (PSB) e o secretário-executivo Chico Lopes. A tarde ainda teve as falas de Márcia Araújo, representante da Aesa, e do cel. João Ferreira.

Dezenas de estudantes acompanharam as apresentações. O cel. Ferreira fez um balanço do problema hídrico no estado e apresentou um histórico detalhado da obra. Márcia Araújo expôs a disponibilidade hídrica na Paraíba e trouxe dados do déficit de água.

A representante da Agência de Água do estado apresentou, ainda, o plano de distribuição das águas em solo paraibano explicando em detalhes a destinação das águas trazidas pelos eixos norte e leste. Chico Lopes foi responsável por apresentar aos alunos e professores presentes o trabalho do comitê.

O deputado Leonardo Gadelha abordou os assuntos que acabaram virando mitos sobre o projeto. O principal deles, o de que o rios estaria ‘morrendo’ foi desfeito com dados sobre a vazão média do rio, que passa de 1800m³/s, número garantido pelo lago de Sobradinho. “A água será captada após o lago de Sobradinho, portanto na parte onde o rio é totalmente controlado pela Chesf”, explicou Leonardo.

Outro ponto rebatido pelo parlamentar foi o do impacto ambiental. Leonardo garantiu que o projeto é “seguro, viável e não trará qualquer prejuízo para natureza”. A obra vai levar água para 12 milhões de pessoas e acabar com o problema da escassez de água no nordeste. “O projeto significa, antes de tudo, segurança hídrica. A população vai poder usar a água disponível com a certeza de que ela não faltará no ano seguinte”. Gadelha fez questão de salientar o impacto social do projeto. “Não traremos apenas água, traremos desenvolvimento e uma vida mais digna para esses 12 milhões de nordestinos”.

Ao final das apresentações teve início o debate. Opiniões contrárias e favoráveis ao projeto surgiram da platéia e varias perguntas foram feitas aos representantes do comitê. Ao final do debate, Leonardo Gadelha elogiou a iniciativa da UEPB.