Caso Aline: grupo faz campanha para arrecadar fraldas e leite para filha de jovem encontrada morta em Alumínio



Um grupo de moradores da região está fazendo uma campanha para arrecadar fraldas e leite para a filha da jovem paraibana Aline Silva Dantas, de 19 anos. Aline foi encontrada morta na quarta-feira (11) após ficar desaparecida desde a tarde de domingo (8).

A vítima foi vista pela última vez quando saiu a pé de casa para ir até a farmácia comprar fraldas para a filha, de um ano e nove meses, na tarde de domingo. Câmeras de segurança de casas e comércios registraram Aline entrando no comércio e caminhando pelas ruas da cidade, sempre sozinha.

O corpo da jovem foi encontrado pela polícia com ajuda de cães farejadores na tarde desta quarta-feira, coberto por pedaços de madeira e parcialmente carbonizado.

Em uma postagem compartilhada nas redes sociais, amigos e moradores pediram doações de fraldas e leite para a filha de Aline.

Ao , Evelin Daiane de Brito Peres, 29 anos, que é uma das organizadoras da campanha, contou que os moradores se solidarizaram com a família e resolveram ajudar de alguma maneira.

Evelin explicou que os moradores pretendem entrar em contato com a família para saber quais as outras necessidades deles e fazer mais uma campanha de arrecadação. Algumas cestas básicas também foram doadas para a família e serão entregues junto com as fraldas e leites.

Segundo um parente, a filha da jovem, de um ano e nove meses, pergunta pela mãe o tempo todo. A bebê está sob os cuidados da avó paterna, com quem mora.

Buscas

Equipes de buscas se mobilizaram para encontrar a jovem. A polícia teve o apoio de cães farejadores da Guarda Municipal de Itupeva.

Segundo a polícia, a identificação foi feita com base nos traços da vítima e de pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.

Em entrevista à TV TEM, a delegada Luciane Bachir, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba (SP), disse que Aline tentou se defender das agressões. Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima apresentava marcas. Nenhum suspeito foi identificado.

“Não se sabe como, mas ela tem lesão de defesa. Ela tem mancha no pescoço, mas não se sabe do que, se é uma esganadura, por exemplo. Também tem lesão na mão, a princípio sem perfurações. São lesões características de defesa”, explica Bachir.

O corpo da jovem foi velado no Velório Municipal de Alumínio e enterrado na manhã desta quinta-feira (12), no Cemitério Municipal da cidade.

G1 SP