Câmara Municipal de Patos estuda conceder homenagem a Dinaldo em obra pública



A Câmara Municipal de Patos vai homenagear Dinaldo Wanderley (pai) com denominação de seu nome em Logradouro Público. Iniciativa partiu do vereador Góia com a denominação de uma Rua, mas Inácio de Gelo sugere algo maior.

“Poderíamos aguardar a conclusão de uma obra maior pra que a homenagem seja a altura do que ele merece.”, defendeu o parlamentar.

Quem foi Dinaldo:

Filho do tabelião Dinamérico Wanderley de Sousa e da professora Haydée Medeiros Wanderley, os irmãos do político são: Werlane (engenheira elétrica – Memória), Vernaide (socióloga), Dione (advogada) e Hermano (engenheiro elétrico). Iniciou os estudos no Grupo Escolar Rio Branco e mais tarde no Coriolano de Medeiros. Continuou a formação educacional no Colégio Salesiano do Recife; se formou em economia pela Fundação Francisco Mascarenhas (20 de dezembro de 1975) e em Direito pela UFPB – Campus Sousa (25 de julho de 1980). Em 1982 foi nomeado titular do Cartório do 2º Ofício de Serviço Notarial e Registral de Patos e em 1973 se casou com a economista, a ex-deputada estadual Edina Guedes Wanderley.[1]

Foi jogador de futebol, atuando em duas equipes profissionais de Patos: Esporte e Nacional. Foi convidado para a seleção paraibana e só não ingressou no Flamengo do Rio de Janeiro por resistência da família. No campo empresarial, foi distribuidor de matéria prima para o setor calçadista, se tornando um dos principais fornecedores dos gangorreiros de Patos. Posteriormente, com a influência do seu tio Rivaldo Medeiros, atuou na construção civil, com ênfase aos projetos públicos. A empresa, que trazia seu nome, foi responsável pela edificação de grande parte das obras realizadas em Patos nas últimas duas décadas do século XX.[1]

Se candidatou em 1992 ao cargo de prefeito de Patos, pelo PFL, ficando na segunda colocação, na eleição em que o então deputado estadual Ivânio Ramalho foi o vencedor. No pleito posterior, em 1996, concretizou o sonho concorrendo com a deputada Francisca Motta, conquistando 19.577 votos, contra 13.085. Em 2000, se reelegeu com 27.967 votos, contra 15.121 de Nabor Wanderley.[1]

Foi eleito deputado estadual à Assembleia Legislativa da Paraíba, com 32.082 votos no estado, sendo que 14.456 na cidade de Patos. Tentou retornar, em 2008, para a Prefeitura de Patos, mas desta vez foi derrotado pelo antigo concorrente, Nabor Wanderley. Na Assembleia, conseguiu votação suficiente para a reeleição, mas devido problemas jurídicos relacionados à sua gestão no Poder Executivo, foi impedido de assumir o mandato por causa da cassação do seu registro.[1]

O ex-gestor foi condenado a 7 anos de prisão pelo juiz 14ª Vara Federal, Cláudio Girão Barreto por desvio de recursos e fraude em licitação, juntamente com Antônio Gomes de Lacerda Filho, Adraildo Leandro Vieira, Rosildo Alves de Morais e Manoel Dantas Monteiro. Ele foi denunciado pelo MPF por irregularidades na execução do convênio nº 1228/2002 entre o município de Patos e a Fundação Nacional de Saúde, que tinha como objeto a construção de um sistema de esgotamento sanitário no valor de 3 milhões de reais. O MPF imputou ao ex-prefeito a prática de desvio de dinheiro público, no valor de 637.673,72 reais, que foi repassado pela prefeitura à empresa AGL Construções, mas não foi usado na obra ou em aquisição de material.[2]

Morreu no dia 24 de maio de 2020 em João Pessoa, aos 69 anos, vítima da COVID-19.

Patosonline.com

Com Célio Martinez e WikiPedia