ColunistasRoberta Trindade

Atual situação do desemprego no Brasil

ÓTICAS GUIMARÃES

O desemprego no Brasil é um problema preocupante, recorrente e tem várias causas, tanto estruturais, (promovido pela mudança de processos, como a introdução de novas tecnologias), como conjunturais (de cada momento econômico).

No atual momento conjuntural, de acordo com dados do IBGE, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD continuo, que divulga a situação mensal, considerando o trimestre móvel, ou seja, os três meses anteriores ao mês finalizado, no mês de maio a taxa de desemprego é de 14,6% indicando 14.8 milhões de desempregados, ou seja, pessoas que buscam oportunidade no mercado de trabalho e não encontram.

A pesquisa aponta ainda, o nível de ocupação, que indica o percentual da população em idade de trabalhar que está ocupada no mercado de trabalho é de 48,9%, revelando que menos da metade das pessoas que quer trabalhar e tem idade, encontra oportunidade no mercado de trabalho. Vale salientar que as donas de casa, empreendedores e estudantes que vivem apenas para estudar, não compõem essa estatística.

Para redução do desemprego para casa de 1 digito, ou seja, abaixo de 10%, é preciso que a economia, tenha a famosa retomada em V, cuja explicação significa: queda acentuada e retorno ao crescimento rápido.

Eu particularmente acredito num retorno mais gradual (retorno em U) da economia, visto que, o Brasil já vinha em recessão, mesmo antes da pandemia, e daqui pra frente, terá que aprender a lidar com as transformações que vieram decorrentes do próprio processo de distanciamento social, a exemplo das flexibilizações das jornadas de trabalho, redução de salários, terceirização e influencias da conjuntura internacional na Economia brasileira.

Quero ainda levá-los a analisar que a ênfase na tecnologia que foi intensificada na pandemia, bem como, por reflexo da revolução digital e ainda, os reflexos da reforma trabalhista que estimulou novas relações de trabalho, com certeza, vão aumentar o desemprego estrutural, visto que, muitos vão ficar à margem do processo, em virtude do baixo nível de conhecimento, escolaridade e exclusão digital e tecnológica.

O Brasil precisa planejar muito bem e articular estratégias poderosas para o retorno da normalidade econômica, com um olhar mais visionário sobre a inclusão econômica e social.

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