Policial

Aércio é condenado a 16 anos de reclusão e tem cinco dias para recorrer

ÓTICAS GUIMARÃES

Condenado à pena de 16 anos de reclusão no presídio Silvio Porto, o ex-deputado Aércio Pereira tem cinco dias para recorrer da sentença prolatada na noite desta quarta-feira (26) pelo juiz João Alves. Autor da morte da estudante Márcia Barbosa, Aércio, condenado por 6 votos a 1, ficará em liberdade pelo menos até que seja julgado o recurso.

Familiares da estudante Márcia Barbosa e entidades engajadas na luta em defesa da mulher e dos direitos humanos comemoram a condenação do ex-deputado e integrante do chamado Grupo da Várzea liderado pelo falecido usineiro Agnaldo Veloso Borges.

O julgamento de Aércio Pereira foi um dos mais aguardados dos últimos tempos e durou cerca de nove horas ininterruptas. A sala das sessões, no Tribunal do Juri, no Fórum Criminal da Capital, permaneceu lotada todo o tempo.

Perante o juiz, o ex-deputado Aércio Pereira, notoriamente nervoso, negou ter sido o autor do assassinato da estudante Márcia Barbosa. No entanto, admitiu que no dia do crime esteve com ela.

O advogado de defesa, Bóris Trindade, apegou-se à tese de que Márcia Barbosa teria morrido de overdose, mas não conseguiu convencer o Ministério Público, tampouco sensibilizar os jurados.

O julgamento de Aércio Pereira deveria ter ocorrido no dia 27 de junho. O advogado dele, Boris Trindade, no entanto, não compareceu a sessão alegando problemas de saúde, fazendo com que o juiz João Alves da Silva remarcasse a sessão para esta quarta-feira.

Correio da Paraíba.

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