Açude São Gonçalo, em Sousa, atinge 73% da capacidade total e deve sangrar novamente após nove anos

Açude São Gonçalo (Foto: Neguinho Marques)



O Açude de São Gonçalo, localizado no município de Sousa, aumentou em apenas seis dias mais de 15 milhões de metros cúbicos de água. No dia 20 de fevereiro o volume atual era 13.931.677,05 m³, mas com as fortes chuvas registradas nos últimos dias o volume manhã desta quarta-feira (26) chegou aos 29.807.560 m³ (73,44%).

Vai sangrar?

A expectativa da população é que o manancial volte a sangrar, e se as chuvas continuarem nas mesma intensidade essa expectativa deve ser tornar realidade nos próximos dias.

Inaugurado em 1936, a capacidade máxima para armazenamento de água do açude de São Gonçalo era de 44.600.000 metros cúbicos, porém, após a reforma e construção das comportas feitas em 2019, a capacidade foi reduzida para 40.582.277 m³.

Última sangria

Segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), a última vez que o açude sangrou foi no dia 28 de fevereiro de 2011.

A maior sangria

Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), a maior sangria registrada na história do açude de São Gonçalo foi de 1,83 metros em 1985. Em 2008, o reservatório transbordou em mais de um metro.

Expectativa Em contato com o Diário do Sertão o vereador José Rudolph Diniz, que mora no Núcleo Habitacional I, Distrito de São Gonçalo, afirmou que a parede do açude está totalmente segura e falou sobre a expectativa para a sangria do manancial:

“Vivemos uma boa expectativa em relação ao açude que deverá sangrar esse ano pelo que vem recebendo de recarga, se deus quiser ele vai voltar a sangrar novamente pelo sangradouro como sempre, e não há nenhum perigo em relação à parede”, disse o vereador.

A reforma

Em outubro de 2017, aconteceu o processo de implosão da parede do açude que está preparado para receber as águas do projeto de Transposição do Rio São Francisco. A ação foi realizada açude recebeu também a instalação das comportas que foi concluído em 2019.

Diário do Sertão