A política de Patos é uma graça. Por Misael Nóbrega



Se todos queriam uma terceira via – Ou não mais a polarização – Ou um candidato novo – Ou uma união inesperada – Ou uma decisão equivocada – Ou um “conto de carroceria… – Uma ingratidão! Tivemos! Essa eleição parece que vai ser a mais animada de todas. E olha que Patos já foi palco de campanhas pitorescas. Dos 10 ou 11 postulantes à cadeira de rei do palácio Clóvis Sátiro, propalados lá atrás, sobraram 4 (quatro) bravos concorrentes à essa vaga e que terão a árdua missão de “resgatar a autoestima do povo patoense e fazer a cidade voltar aos trilhos do desenvolvimento”. Bem, deixemos a demagogia de lado e vamos aos fatos:

Dr. Ivanes (interino), que abdicou do direito à reeleição para dar lugar a Nabor Wanderley (Republicanos), vai salvaguardar o tesouro e trabalhar na retaguarda para garantir o projeto. Lucinha Peixoto (PCdoB), que era vice com Ivanes, viu o grupo que ela sempre prezou, desprezá-la. Em seu lugar foi anunciado Jacob (Rede), “o enganador”, segundo a bíblia. A partir de agora, Nabor e Jacob caminharão juntos e terão de usura o apoio do governador João Azevedo.

Lenildo Morais (PT) desta vez foi mesmo “prego batido e ponta virada”, sustentando a sua pré-candidatura até o final. É o mais articulado dessa campanha, pois tem livre trânsito por todos os partidos. Arregimentou as esquerdas, fez com que Edjane Araújo (PDT) retirasse a sua pré-candidatura para ser sua companheira de chapa, e no apagar das luzes, ainda que por gravidade, ganhou o apoio do prefeito afastado Dinaldo Filho (MDB). A partir de agora, Lenildo e Edjane marcharão juntos e, quem sabe, ainda terão no palanque o PCdoB, após Lucinha ser preterida de onde estava, caso não decida pela neutralidade.

Assistindo de camarote, mas não tão acomodado assim, está Ramonilson Alves (Patri) que não esperou para ver a banda passar. Considerado uma surpresa para muitos, o juiz, sentenciou mais cedo a chapa, anunciando como pré-candidato a vice, o médico Umberto Joubert (DEM), que andou paquerando com o Republicanos. A partir de agora, o juiz e o doutor estarão juntos como se fossem uno.

Correndo por fora, e sem fazer muito estardalhaço, está o partido democracia cristã. Preocupado em discutir propostas, Héber Tiburtino (DC) não encontra quem debata com ele. O advogado tem como vice a cientista social Cinthia Mambrini. Os dois mantêm o movimento “Inova Patos” que começaram bem antes de todo mundo. A partir de agora Héber e Cinthia seguem juntos, conscientes de seus papéis, e esperando que o povo entenda a mensagem.

E que comece o jogo do ganha-ganha, onde as vítimas preferem fugir ao máximo dos predadores, e por acharem que nunca terão o suficiente, sacrificam-se; para, no final, renderem-se, definitivamente, impotentes. Mas, cadê Dr. Erico? Bem, se você souber me avisa. Também estou querendo saber.

Misael Nóbrega de Sousa




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