A judicialização das eleições em Patos. Por Genival Junior



Nos últimos dias temos percebido muitas notícias voltadas ao meio jurídico, com algumas informações que tem criado certa expectativa no eleitorado patoense.

No início de cada campanha eleitoral, é muito comum os advogados entrarem em cena com representações e pedidos de impugnação, num artifício que procura além de gerar benefícios ao candidato ao qual representa, mexendo com o sentimento e o entendimento do eleitor que assiste ao cenário político.

Nesses primeiros dias, o corpo jurídico dos candidatos juiz Ramonilson Alves, Nabor Wanderley e Lenildo Morais, por exemplo, tem ocupado as páginas dos sites e dos noticiários eletrônicos, como manchetes que agitam os bastidores da política patoense.

Questionamentos sobre a validade de convenções partidárias, utilização do nome oficial na urna eletrônica, acusações por prática de denuncismo eleitoral, ocuparam os espaços radiofônicos durante a semana.

Na guerra de recursos protocolados, muitos deles tem apenas um efeito midiático, enquanto outros na realidade, podem trazer prejuízos para os partidos que estão na disputa, se houver um entendimento favorável da Justiça Eleitoral.

A bem da verdade, podemos perguntar a quem interessa a chamada guerra jurídica, uma vez que a campanha tende a um sentimento de polarização entre duas candidaturas.

Dessa forma, a judicialização envolvendo três candidatos, pode fazer um centrar fogo em um determinado postulante, e resultar em um efeito positivo ou mesmo negativo para as candidaturas que se posicionam no ataque, a depender do efeito provocado no entendimento do eleitor.

Finalizo dizendo que até agora não tivemos nenhum efeito político eleitoral na imagem dos candidatos, e asseguro que ao eleitor será muito mais importante estar atentos as propostas do eleitor, que continuar assistindo uma disputa no campo judicial.

Por Genival Junior – Patosonline.com