A eleição histórica da presidência da câmara – Por Misael Nóbrega



23 de agosto de 2019. Nesse dia, vivemos um episódio importante da política recente de Patos. A cidade inteira parou para acompanhar o desenrolar da eleição da Câmara de Vereadores que daria ao presidente, a condição de assumir interinamente a prefeitura, após a renúncia de Sales júnior (PRB), no último dia 20 deste mês, que, até então, estava no exercício da função de prefeito.

Vamos tentar adivinhar: a vereadora Lucinha Peixoto (PCdoB) foi a fiel da balança na eleição da câmara. Isso porque logo após a renúncia de Sales, houve a intenção da vereadora em se lançar candidata à presidência. Porém, como não encontrou base dentro de seu próprio grupo – resolveu anunciar apoio à Tide Eduardo – E a foto que circulou nas redes sociais – com a legenda “já ganhou”, acabou provocando um efeito inesperado.

Mantida essa configuração, o placar era o seguinte: o grupo de Sales tinha 4 votos – o de Edjane Araújo (PRTB), 2 votos – o grupo de Ivanes Lacerda (MDB), três votos –Tide Eduardo (MDB), 6 votos – capitão Hugo (PODEMOS), um voto – e o voto de Toinho nascimento (PSDB), era uma incógnita.

Mas, a atitude de Lucinha, fez com que o grupo de Sales se unisse ao de Ivanes qualificando os 09 (nove) votos necessários para a eleição da presidência da mesa diretora. Sem saber dessa movimentação de bastidores, Tide Eduardo, ainda tentou, até as últimas consequências, conseguir o apoio de Ivanes; mas ele não podia se comprometer, pois a eleição em seu favor já estava definida desde a quinta-feira, véspera da votação.

Se Edjane tinha rejeição para ser a candidata da maioria, Lucinha demonstrou ter força em contrário.

Soube que o deputado Nabor Wanderley (PRB) apenas monitorou as reuniões, com a aquiescência de quem o convidou a opinar. E o entendimento do deputado foi, o tempo todo, pelo consenso.

Abro um parêntese para destacar a imprensa que foi determinante na intermediação do debate. Ao apresentar os vereadores que protocolaram os seus nomes para a disputa da presidência da casa de Juvenal Lucio de Sousa, não só cumpriu o seu papel, mas provocou a participação da opinião pública, a qual “elegeu”, antecipadamente, Ivanes Lacerda como a melhor opção.

O médico Antônio Ivanes de Lacerda segue agora para o palácio Clovis sátiro para fazer o que é certo. Doa a quem doer. E vai doer. E já que não há mais o que prevenir – Melhor que remediar é mesmo a antissepsia, – pois evita que a proliferação dos maus costumes possa levar a óbito tudo que é de esperança.

Misael Nóbrega de Sousa*




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