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16 de setembro de 2018, 09:41

Procure escolher bem o próximo presidente


Daqui a vinte dias vamos escolher o nosso próximo presidente. É a escolha mais importante nas eleições deste ano. Sabemos que o Presidente não pode tudo, já que depende de um Congresso cuja qualidade tem deixando muito a desejar nos últimos anos. Ao invés de representantes dos nossos interesses, temos elegido deputados e senadores mais interessados em defender os seus próprios interesses, tanto através dos projetos que aprovam, como através das negociatas de que participam. Mas, um presidente comprometido com os nossos interesses pode tentar manobrar o Congresso no sentido de aprovar projetos que atendam os interesses do país, ao invés dos seus próprios interesses. E que não comandem as quadrilhas que assaltam o país como tem acontecido nos últimos anos. Por isso a importância da escolha do próximo presidente.      

Nenhum dos candidatos que aí estão representa o ideal, mas temos que procurar escolher, ao menos, aquele que seja menos ruim. Não acredite nos chamados “salvadores da pátria”, que podem tudo e prometem fazer tudo. Collor foi um deles e deu no que deu. Não acredite em candidatos que estão mais preocupados em defender os interesses dos patrões, dos empresários. Não esqueça de que o que é bom para os patrões nunca é bom para os trabalhadores. Trabalho sem garantia dos direitos, não é trabalho é “biscate”. Um candidato que promete acabar com o Ministério do Trabalho ou com a Justiça do Trabalho é muito bom para os patrões, que detestam o Ministério do Trabalho e a Justiça do Trabalho, mas será péssimo para os trabalhadores,  que precisam do Ministério e da Justiça para defender os seus interesses. Um presidente que promete acabar com a violência está prometendo o impossível, se não cuidar da educação e não combater a miséria. Cadeia e bala não resolve. Mas também não se engane: Não se acaba a miséria dando esmolas através de bolsas-famílias. Acaba-se a miséria proporcionando trabalho para todos. Ou parafraseando Dom Hélder Câmara: “Não dê o peixe, ensine a pescar”. Candidato que não respeita as minorias (afrodescendentes, homossexuais, imigrantes) também não respeitará as maiorias. Candidato que acha que a mulher tem menos valor do que o homem, deve ser filho de uma mãe desclassificada. Candidato, que critica a democracia e os processos democráticos, tem mentalidade de ditador. Tenha, pois, todo o cuidado na hora de escolher em quem votar. Não vote num candidato só porque pertence a determinado partido. Vote naquele que pode ser o melhor presidente. Não vote em candidato por que alguém sugeriu. Afinal se você não é esclarecido o suficiente para escolher um candidato, procure se informar, se conscientizar, para escolher um candidato que sirva para dirigir o nosso país. “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. Se você deixar que os outros ponham uma cangalha em você, você estará admitindo que é burro. Você tem praticamente três semanas, para se informar, se esclarecer e escolher. E tem quatro anos para se arrepender, se não fizer uma boa escolha.

(LGLM)


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